FAB investiga aviões que ficaram próximos durante decolagem em Congonhas

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu apuração sobre um incidente em Congonhas, em que dois aviões com passageiros ficaram a apenas 22 metros um do outro durante manobras de decolagem e aproximação para pouso na manhã de quinta-feira, 30. Um Embraer 195 E2 da Azul enfrentou risco próximo ao Boeing 737-800 da Gol; a torre ordenou a arremetida do Gol e pediu que a Azul interrompesse a decolagem. O Cenipa e o Decea participam da investigação para esclarecer o que aconteceu e evitar novas ocorrências.

Conforme o Decea, a separação vertical mínima entre aeronaves em voo é de 1.000 pés (300 metros), com variações conforme o porte das aeronaves. Dados do Flightradar24 indicam a proximidade entre as duas aeronaves, e vídeos de moradores mostram a passagem próxima das aeronaves durante o evento.

Relatos indicam que a comunicação entre o controlador de tráfego aéreo e a tripulação da Azul foi tensa. O controlador ordenou o abort de decolagem, mas a Azul não respondeu de imediato, seguindo com a decolagem. Em seguida, o piloto da Gol foi instruído a arremeter, ganhando altura para uma nova tentativa de pouso, enquanto a Azul desviou para manter altitude de 1.500 pés.

Para o especialista em aviação Lito Sousa, as ações de segurança atuaram em várias camadas. Ele ressalta que, apesar da falha inicial de comunicação com a Azul, outras proteções funcionaram, incluindo a cooperação entre torre, pilotos das duas aeronaves e os dispositivos de anticolisão que se ativaram. O episódio demonstra que as redundâncias de segurança funcionaram, ainda que o incidente tenha ficado aquém do permitido pelas normas de separação.

A Azul informou que o voo AD6408, Congonhas a Confins, seguiu os procedimentos operacionais previstos e está à disposição do Cenipa para a apuração. A Gol afirmou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu dentro do horário programado e reforçou a cooperação com o Cenipa. Ambas as companhias enfatizam que a segurança permanece em primeiro lugar.

As apurações devem esclarecer fatores humanos e operacionais que contribuíram para a aproximação arriscada e, assim, orientar melhorias nos protocolos de Congonhas. Você acha que incidentes como esse podem ser reduzidos com treinamentos adicionais e ajustes de procedimento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre segurança na aviação.

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