Irã e Estados Unidos trocam ataques no Estreito de Ormuz

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, o Estreito de Ormuz voltou a registrar choque entre EUA e Irã, após o cessar-fogo no Golfo. A mídia iraniana e o Comando Central dos EUA confirmaram ataques a navios de bandeira iraniana que tentavam violar o bloqueio americano aos portos do Irã. Resumo: ataques no estreito elevam a tensão, com navios iranianos atingidos e a retomada de negociações ainda sem acordo.

Segundo o CENTCOM, um F/A-18 da marinha dos EUA alvejou dois petroleiros — M/T Sea Star III e M/T Sevda — atingindo suas chaminés com munição de precisão para impedir que navegassem até um porto iraniano no Golfo de Omã. Em comunicado no X, o comando ressaltou que os navios tentavam contornar o bloqueio e ingressar no Irã.

Na quarta-feira (6), forças dos EUA também desativaram o navio Hasna, que tentava navegar para um porto iraniano. O leme foi atingido por rajadas de 20 mm, sinalizando a pressão militar em curso para manter o bloqueio.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã fechou grande parte do Estreito de Ormuz, levando os EUA a impor bloqueio aos portos iranianos. No fim de semana anterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o Projeto Liberdade, uma operação naval para reabrir o estreito, mas a ação foi suspensa após um dia, voltando às negociações com o Irã para encerrar o conflito.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse que a travessia pode retornar de forma segura com o fim das ameaças, em meio à pausa anunciada pelo Projeto Liberdade. Enquanto isso, Washington espera resposta de Teerã à mais recente proposta mediada pelo Paquistão para estender a trégua e avançar para um acordo final.

Atualmente, há mais de 70 petroleiros impedidos de transitar pelos portos iranianos, com capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo, avaliados em cerca de 13 bilhões de dólares. A tensão segue enquanto o mundo observa os desdobramentos das negociações no Golfo.

Este cenário acompanha uma busca por desfechos políticos que leve a uma negociação estável. Moradores da região acompanham com atenção cada movimento, enquanto o mundo observa o desfecho das conversas mediadas pelo Paquistão.

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