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Itaú muda estratégia para esconder prejuízos após abalo com recuperações judiciais

Itaú muda estratégia para esconder prejuízos após abalo com recuperações judiciais
Itaú muda estratégia para esconder prejuízos após abalo com recuperações judiciais

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O Itaú tem adotado uma estratégia para esconder parte dos prejuízos do seu balanço: vender carteiras de créditos inadimplentes. A prática ganhou força após a constatação de que, somente em sete grandes recuperações judiciais nos últimos 10 anos, houve mais de R$ 21 bilhões envolvidos, boa parte não recuperada pelo banco. Analistas acompanham o movimento como forma de contornar impactos na demonstração de resultados.

Quando empresas entram em recuperação judicial, o banco elabora uma lista de credores e o que tem a receber. No caso citado, Americanas deixava o Itaú credor de R$ 2,7 bilhões, e a Ambipar possuía R$ 632 milhões em dívidas associadas. Esses números ajudam a entender por que o tema ficou em evidência.

Há três caminhos para reduzir esse montante. 1) credores voltarem a pagar, o que costuma exigir planos de recuperação; 2) o write-off, ou seja, reconhecer o prejuízo e tirá-lo do balanço; 3) a venda dessas dívidas. O Itaú tem recorrido amplamente à terceira opção.

No ano passado, o banco realizou três operações que abriram mão de R$ 6,8 bilhões em créditos não divulgados publicamente. No segundo trimestre, vendeu R$ 2,3 bilhões em créditos ativos de um cliente de alto risco. Ao fim do ano, repetiu a estratégia, com R$ 3,3 bilhões de inadimplentes de um único cliente, além de mais R$ 1,3 bilhão vendido.

Essa prática também mascara o custo do crédito. O banco manteve a taxa de inadimplência em 2,6% durante todo o 2025. Se a carteira de R$ 3,3 bilhões ficasse no balanço, o custo subiria para 2,8%, acima dos 2,7% registrados em 2024.

Críticos dizem que a estratégia busca contornar a transparência, evitando divulgações sobre perdas reais e transferindo o custo para efeitos de divulgação futura. A tensão entre liquidez, rentabilidade e exposição de inadimplência continua no centro das atenções, alimentando debates sobre o papel dos bancos na gestão de crédito.

E você, o que pensa sobre esse tipo de manobra dos bancos para gerenciar perdas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre transparência, crédito e balanços das grandes instituições.

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