Jorge Messias agradece Otto Alencar e Jaques Wagner após derrota no Senado: “Amigos”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado na noite de quarta-feira, com 34 votos favoráveis e 41 necessários para a confirmação. A derrota encerra um capítulo da relação entre o governo e o Legislativo, destacando dificuldades de articulação e de alinhamento entre setores da base governista. Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, comunicou a decisão por meio de uma postagem na rede social X, mantendo o tom técnico, porém abrindo espaço para leituras políticas sobre os próximos passos do governo.

Na publicação, Messias descreveu os senadores como "amigos" e afirmou ter recebido apoio incondicional de Jaques Wagner e Otto Alencar, além de 32 signatários da base governista ao longo do processo. A mensagem traz também uma nota de gratidão, citando a fé como guia para seguir adiante e desejando bênçãos aos que o apoiaram. O texto foi divulgado na tarde desta sexta-feira (1º) pela rede social X, ponto de contato entre o governo e o conjunto do Congresso.

A rejeição ocorreu na noite de quarta-feira (29), quando Messias obteve 34 votos favoráveis, diante dos 41 necessários para a aprovação. Parlamentares da base governista atribuem o resultado a falhas na articulação política e a mudanças de posição de senadores que antes sinalizavam apoio. A derrota também é ligada a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, segundo as fontes, teve papel decisivo na condução dos últimos passos do processo.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Messias chegou a sentir-se traído por Jaques Wagner após a expectativa de que a indicação alcançaria 45 votos. Aliados do AGU descrevem que ele demonstrou desconfiança quanto à atuação do líder do governo na votação, sinalizando rupturas internas que vão além da crise momentânea de confiança.

Analistas da cena política destacam que o resultado pode indicar um recuo de apoios ao governo no Senado, exigindo recalibração de estratégias para futuras indicações. Embora a leitura majoritária tenha preservado a posição contrária à nomeação, o episódio deixa claro que o alinhamento entre governo e aliados não é estável e que o desafio de manter uma coalizão coesa continua como eixo de atuação no Palácio do Planalto.

E você, como avalia esse desfecho e o caminho que o governo pode seguir no Senado nas próximas indicações ao STF? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre os desdobramentos políticos e o futuro da relação entre o governo e o Legislativo.

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