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Ladrões da Mário de Andrade fizeram “visita guiada” antes de roubo

Ladrões da Mário de Andrade fizeram “visita guiada” antes de roubo
Ladrões da Mário de Andrade fizeram “visita guiada” antes de roubo

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A Polícia Civil de São Paulo apontou que dois homens armados, que invadiram a Biblioteca Mário de Andrade no centro da cidade para roubar 13 obras em dezembro de 2025, já haviam feito uma visita prévia ao local para mapear objetos e vulnerabilidades. Regiane, bacharel em direito, foi presa na sexta-feira durante a Operação Marchand, ligada ao caso.

Segundo o delegado responsável, Regiane tinha papel central na quadrilha: ela selecionava os alvos e contratava os criminosos para executar os roubos. Na ocasião da Mário de Andrade, ela levou os cúmplices Gargamel (Gabriel Pereira de Mello) e Sujinho (Felipe dos Santos Fernandes) até a biblioteca para reconhecer o espaço e apontar as obras de maior valor. Hoje, apenas Gargamel continua foragido.

Além disso, a polícia afirma que Regiane pesquisava itens valiosos no mercado e intermediava encontros com leiloeiros para futuras negociações, mantendo o esquema ativo.

O esquema é atribuído a Laéssio Rodrigues de Oliveira, apontado como o maior ladrão de livros raros do Brasil. Ele já foi ligado a furtos em diversas instituições, incluindo a Fundação Biblioteca Nacional, a USP, o Museu Nacional e o Itamaraty. Laéssio foi tema do documentário Cartas para um ladrão de livros, da Globoplay. Em 1998, foi acusado de furtos de revistas raras avaliadas em US$ 750 mil.

O mesmo Laéssio atuou, entre 2004 e 2006, no furto do álbum Jazzz de Henri Matisse, considerado o item mais valioso da coleção da Mário de Andrade. Em 2012, a obra foi devolvida pela Polícia Federal, mas, em dezembro de 2025, oito gravuras do Jazz voltaram a sumir e ainda não foram localizadas.

Os alvos da Operação Marchand, além de Regiane, são Laéssio e seu marido, Carlos Leandro Ferreira da Silva, que já haviam sido abordados pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Mandados de prisão foram cumpridos em presídios onde eles estão detidos, e 11 mandados de busca e apreensão foram expedidos para São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. A investigação aponta a atuação de duas casas de leilões, uma em São Paulo e outra no Rio, como possíveis pontos de venda das obras roubadas. Durante a operação realizada nesta sexta-feira, foram apreendidos obras de arte e um notebook.

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