Pastor e sua família são agredidos por homens tribais na Índia

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em 13 de abril, o pastor Motu Sodi, líder de uma igreja em Sukma, no estado de Chhattisgarh, foi atacado com violência por dois homens de uma religião tribal tradicional, na frente de sua casa e da família. O episódio evidencia tensões religiosas na região e expõe falhas no atendimento policial.

O ataque e as vítimas: A casa da igreja, onde Sodi vive há 10 anos e que reúne cerca de 25 fiéis de sete famílias, foi palco do ataque. Os agressores, acompanhados por uma multidão, apontaram o pastor como alguém que aliciava moradores da tribo para a conversão ao cristianismo e atacaram Motu Sodi, sua esposa, a irmã não cristã e a sobrinha de 18 anos, Mangali Madavi, com pedaços de madeira.

Dano e testemunhos: A esposa de Sodi sofreu traumatismo craniano. O pastor relatou que houve sangramento intenso e que a audição da irmã foi afetada pelos golpes. A sobrinha recebeu um corte profundo na face, com a ponta afiada do objeto utilizado. Os agressores teriam dito que expulsariam a família da vila e de suas propriedades.

Resposta policial e desdobramentos: Na manhã seguinte, dois homens registraram uma queixa contra o pastor por suposta conversão fraudulenta; naquele mesmo dia, retornaram para agredir a família e manteram a acusação de fraude. A polícia registrou o caso como uma briga entre as partes, ligada a uma disputa de terras, conforme relatado por Sodi, que afirma não ter reagido. Ele diz ter explicado que a motivação foi a fé cristã e não uma disputa territorial, mas a autoridade policial afirma não ter recebido essa linha de investigação. Em 16 de abril, a polícia enviou uma oficial e sua esposa para atendimento médico, devido à severa perda de sangue enfrentada pela vítima.

Contexto regional: Sodi é cristão há mais de 15 anos e fundou uma igreja em sua casa há 10 anos. A aldeia enfrenta ataques repetidos contra fiéis cristãos, com algumas famílias chegando a alcançar acordos com os agressores, enquanto outras continuam sob risco. A Índia ocupa hoje o 12º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada pela Portas Abertas, evolução que acompanha o aumento da hostilidade religiosa desde a ascensão do governo de Narendra Modi, em 2014.

Participação da comunidade: casos como este acendem o debate sobre segurança, liberdade religiosa e convivência pacífica na região. Como leitor, eu convido você a refletir sobre o equilíbrio entre fé, direitos civis e responsabilidade das autoridades em situações de violência religiosa. Compartilhe seus pensamentos nos comentários e vamos discutir caminhos para proteger quem pratica sua fé com tranquilidade.

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