Presidente do TST se explica após separar juízes em “vermelhos e azuis”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Em Brasília, o presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, abriu o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat) com uma declaração que ganhou as redes: juízes trabalhistas estariam divididos entre linhas “azuis” e “vermelhas”. Ele reforçou que não atua como ativista e assegurou ter documentação sobre o início dessa discussão.

A explicação veio após o uso anterior da expressão por Ives Gandra, também do TST, para descrever correntes de atuação no tribunal. O magistrado afirmou que ninguém tem o direito de chamá-lo de ativista e garantiu possuir prova de onde tudo começou. “Ninguém tem o direito de me acusar de ser ativista ou não ser. Eu tenho a prova documentada de onde começou isso, e tenho certeza que o ministro Ives não dirá que não começou neste evento”, disse.

O episódio ocorreu durante o Conamat, que debatia a Justiça do Trabalho independente em um mundo em transformação: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido. O encontro reuniu mais de 300 pessoas em Brasília, e a fala de Mello Filho foi interpretada nas redes como referência à polarização entre apoiadores do governo e a oposição, provocando debates sobre o papel da Justiça na era tecnológica.

Gandra, por sua vez, já havia utilizado a mesma expressão para descrever ministros “liberais” e “intervencionistas”. Questionado sobre a leitura política do momento, o presidente do TST reiterou que sua defesa visa fortalecer a justiça social em um país com desigualdades acentuadas, sem perder de vista a proteção aos trabalhadores.

E você, qual é a sua leitura sobre o equilíbrio entre inovação, emprego e direitos no Brasil em tempos de IA? Compartilhe a sua opinião nos comentários e participe do debate sobre como a Justiça do Trabalho pode acompanhar as mudanças sem comprometer a proteção aos trabalhadores.

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