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Putin diz enfrentar na Ucrânia uma ‘força agressiva’ apoiada pela Otan

Putin diz enfrentar na Ucrânia uma ‘força agressiva’ apoiada pela Otan
Putin diz enfrentar na Ucrânia uma ‘força agressiva’ apoiada pela Otan

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Putin afirma que a Ucrânia enfrenta uma força agressiva apoiada pela Otan, em discurso na cerimônia reduzida do Dia da Vitória, em Moscou. O presidente russo ressaltou que o Exército enfrenta adversários armados, com apoio externo, em meio a uma trégua breve com Kiev mediada pelos Estados Unidos. A solenidade na Praça Vermelha durou apenas 45 minutos e não houve desfile de armamentos.

O ato, marcado por forte esquema de segurança, contou com a participação restrita de líderes aliados. Enquanto, no ano passado, a presença de representantes de dezenas de países era a regra, este ano compareceram apenas chefes de algumas nações, entre elas Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia. A celebração ganhou contornos diferentes diante da trégua de três dias anunciada entre Rússia e Ucrânia, anunciada na véspera pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo Putin, a força que combate na Ucrânia é agressiva, armada e acompanhada pelo bloco da Otan. O presidente afirmou que a causa russa é justa e que a vitória do passado continua a orientar os soldados na chamada operação militar especial. A Rússia, de acordo com autoridades oficiais, mantém controle sobre cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014, cenário que sustenta a retórica de legitimidade do conflito.

Entre as novidades, a cerimônia ocorreu num contexto de drone ataques intermitentes e de uma atmosfera tensa nas ruas de Moscou. Relatos da imprensa indicam que a internet móvel ficou indisponível no centro e que muitos moradores caminharam com cautela. Pessoas como Elena, economista de 36 anos, lamentaram a indisponibilidade de conexão e duvidaram de um retorno rápido à paz. Já Daniil, 26, descreveu o dia como propenso a uma normalização improvável, mesmo com a trégua em vigor.

A pausa no conflito inclui negociações em Florida entre ucranianos e representantes dos EUA. Trump descreveu o cessar-fogo de três dias — com a troca de 1.000 prisioneiros entre as partes — como um possível começo do fim de uma guerra que se arrasta há anos. Enquanto as conversas avançam, a comunidade internacional observa de perto os desdobramentos, que podem redefinir o equilíbrio regional, já marcado pela captura da Crimeia e pela presença de forças estrangeiras no seu nordeste.

E você, como lê esses movimentos? Acredita que a trégua pode evoluir para um acordo duradouro ou prefere acompanhar as próximas etapas das negociações na Flórida e de outras instâncias internacionais? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da região.

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