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“Tem que votar em nós”, diz presidente da Alesp em evento de Derrite. Veja vídeo

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Resumo: em Campinas, cidade do interior de São Paulo, o deputado estadual e presidente da Alesp, André do Prado (PL), participou do lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado e declarou apoio que, para alguns, pareceu uma aliança entre eles. A fala suscitou debates sobre possível uso indevido de propaganda antecipada, enquanto a Justiça Eleitoral ainda não emitiu decisão sobre o caso.

Durante o evento, Prado deixou claro que Derrite precisa do apoio dele e de Derrite, respectivamente, ao afirmar:

“Derrite, tem que votar em você; não, tem que votar em nós dois.”

A fala, interpretada por especialistas como um pedido de voto explícito, reacendeu a discussão sobre limites da campanha fora do período autorizado.

“As palavras são diretas: ‘tem que votar’”, analisa o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral. Ele lembra que, em caso de condenação, a multa pode chegar a até R$ 25 mil.

“No máximo, poderia haver multa de R$ 5 mil, mas a fala parece mais uma sinalização de aliança do que um pedido direto de voto”, avalia o jurista Renato Ribeiro.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou ao Metrópoles que questões concretas serão avaliadas pela Justiça Eleitoral caso haja representação, e que não houve qualquer processo aberto até a publicação desta matéria. A corte acrescentou ainda que não há decisão prévia sobre o caso.

O ato marcou a agenda de Derrite, que busca o Senado pelo PP, e reuniu figuras importantes da direita, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também esteve presente o senador Sergio Moro, apontado como aliado pela imprensa em referenciais à coalizão que acompanha Derrite.

O que está em jogo não é apenas a pré-candidatura de Derrite, mas o desenho de um cenário para as eleições de 2026, marcado pela presença de líderes da direita ao longo de ações públicas em diferentes cidades. A Justiça Eleitoral pediu cautela, enquanto moradores da região observam o olhar atento de candidatos e apoiadores para o rumo da campanha.

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