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TSE mantém cassação de deputada que pagou harmonização com recurso público

TSE mantém cassação de deputada que pagou harmonização com recurso público
TSE mantém cassação de deputada que pagou harmonização com recurso público

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Resumo: O Tribunal Superior Eleitoral manteve, por unanimidade, a cassação da deputada federal Silvia Nobre Lopes, conhecida como Silvia Waiápi, do PL-AP, por uso irregular de recursos de campanha nas eleições de 2022. A decisão confirma a perda do mandato, já prevista pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, encerrando a análise na Justiça Eleitoral. Em síntese, ficou comprovado que a parlamentar destinou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas para custear um procedimento estético, prática proibida pela legislação eleitoral.

Detalhes da decisão: o TSE rejeitou o recurso apresentado pela parlamentar e confirmou a leitura do TRE-AP de que houve gasto pessoal com verba de campanha. A despesa, considerada pessoal e vedada, está associada à realização de uma harmonização facial com recursos do FEFC, o que não guarda relação com atividades eleitorais e, portanto, não poderia ser custeada com esse fundo.

Condução e provas: houve, segundo o processo, uma tentativa de ocultar a despesa. A parlamentar teria apresentado uma nota fiscal falsa para simular a prestação de um serviço de campanha inexistente, com o objetivo de driblar a fiscalização da Justiça Eleitoral.

Relator do caso, o ministro André Mendonça afirmou que a conduta fere a moralidade administrativa e compromete a transparência no uso de recursos públicos, atingindo a legitimidade do mandato. O caso teve início com uma denúncia recebida em 2022 e foi enquadrado como gasto ilícito com base no artigo 30-A da legislação eleitoral. Com a decisão do TSE, encerra-se a análise na Justiça Eleitoral e a cassação é consolidada.

Histórico de provas: a Procuradoria também aponta que houve participação de terceiros para viabilizar o pagamento do procedimento estético. A então coordenadora de campanha, Maite Martins, relatou que o dinheiro do FEFC ingressou na conta de campanha, foi repassado a ela e, por fim, transferido ao profissional de saúde responsável pelo procedimento. O ato teria ocorrido em 29 de agosto de 2022, com o dentista Willian Rafael Oliveira, que confirmou o atendimento à parlamentar e disse ter recebido o pagamento em duas parcelas: R$ 7 mil e R$ 2 mil.

Atualização e posicionamento: até o fechamento desta reportagem, Silvia Waiápi não havia se manifestado sobre a cassação. A defesa foi procurada, mas não houve retorno; o espaço permanece aberto para manifestação. A decisão do TSE reforça o rigor com que a Justiça Eleitoral acompanha o uso de recursos públicos destinados a campanhas e sustenta a integridade do processo eleitoral na região.

E você, leitor, como encara casos em que verbas públicas para campanhas são desvirtuadas para fins pessoais? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre transparência e responsabilidade no financiamento de campanhas na sua cidade.

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