Arte e arquitetura se unem na exposição Constelações Contemporâneas

Escrito por: Diógenes Cunha

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Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília inaugura, no Foyer da Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional Claudio Santoro, um palco vivo para a arte contemporânea, reunindo 41 artistas do DF. Promovida pelo Metrópoles Arte com apoio da Setur-DF, a mostra fica em cartaz de 19 de maio a 17 de julho, diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita, convidando o público a explorar a cidade por meio de várias linguagens artísticas.

A curadoria propõe uma leitura de constelação, na qual cada obra mantém sua autonomia enquanto compõe um campo ampliado de significados. Ao atravessar formas, cores e conceitos, a exposição dialoga com a potência criativa da capital, conectando diferentes expressões da produção cultural do Distrito Federal.

A mostra chega como continuidade à repercussão do projeto É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e abriu caminho para as ações promovidas pelo Metrópoles Arte, marcando a temporada de exposições no espaço.

Entre os artistas presentes estão nomes como Andre Santangelo, Antônio Obá, Bruna Zanatta, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Cristus Nóbrega e Courinos, somando uma programação que reúne 41 artistas do DF explorando memória, território e a cidade sob novas perspectivas, da visão do Planalto ao entorno urbano.

As obras trabalham com várias técnicas — desde pintura, fotografia e têxteis até vidro e instalações — apresentando narrativas que investigam memória, afeto e a paisagem do Cerrado. Entre as referências, aparecem séries e peças como Pau-ferro, Rizomas da Alma e a obra Roupa Nova do Rei, aliadas a uma leitura que valoriza a diversidade de estilos presentes na cena brasiliense.

O conceito de constelação orienta a montagem: as obras coexistem, preservando sua identidade individual enquanto constroem um conjunto que oferece novas leituras sobre Brasília, especialmente ao tensionar o eixo Plano Piloto e a periferia, como o Paranoá/Itapoã, incentivando o público a perceber o espaço urbano por meio de camadas e contrastes.

Serviço: Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, de 19 de maio a 17 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional, com entrada gratuita e funcionamento diário das 12h às 20h.

E você, o que acha dessas leituras cruzadas entre artes visuais e arquitetura da capital? Deixe sua opinião nos comentários e conte como a mostra dialoga com sua visão da cidade e de Brasília.

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