Bancos exigem garantia da Caixa e do BB para salvar o BRB, mas instituições resistem

Escrito por: Diógenes Cunha

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O tema em discussão envolve um empréstimo de 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para salvar o BRB, com a participação de bancos privados e a necessidade de contragarantias de grandes instituições públicas. O atrito gira em torno de quem responde pelas garantias e quais instituições participam do negócio.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
BRB - Metrópolis

Os bancos privados Itaú, Santander, Bradesco, BTG Pactual e XP pressionam Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para que participem como contragarantias no acordo. Segundo apuração do Metrópoles, há resistência institucional que sustenta o impasse na liberação do crédito.

A solução prevista, conforme acordo homologado pelo ministro do STF Luiz Fux, é que o FGC empreste o crédito ao governo do Distrito Federal (DF) para aporte no BRB, que por sua vez adquiriu carteiras de crédito podres do Banco Master. O objetivo é viabilizar a operação mantendo o BRB em funcionamento após a crise gerada pelas aquisições prejudiciais.

Na prática, os bancos privados ficariam com a fiança (garantia) e o GDF apresentaria contragarantias com recursos de verbas de participação do DF — o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O DF sancionou, na quarta-feira (24/6), uma lei para viabilizar esse item na legislação local, atendendo a pedidos das instituições.

Entretanto, fontes ouvidas pela reportagem indicam que as instituições públicas entendem ser um problema compartilhado: o BRB, pela aquisição de carteiras podres, e os bancos privados que venderam os CDBs do Banco Master. O acordo não prevê qualquer aval da União nem participação federativa nos valores da operação para salvar o BRB.

A Cláusula 1 do acordo resume o objeto: trata-se de uma solução consensual definitiva para viabilizar a operação de crédito do DF, com aporte de capital pelo BRB e empréstimo via FGC, mediante a garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos e a contragarantia das verbas do FPE e FPM, sem o aval da União.

E você, o que pensa sobre esse arranjo? Compartilhe sua visão nos comentários e diga como avalia o papel de cada instituição envolvida nessa operação que promete evitar o colapso do BRB.

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