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Brasil sofre mais um revés após governo Trump propor nova tarifa por trabalho forçado

Brasil sofre mais um revés após governo Trump propor nova tarifa por trabalho forçado
Brasil sofre mais um revés após governo Trump propor nova tarifa por trabalho forçado

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Resumo: Os Estados Unidos anunciaram tarifas sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação pela Seção 301 da lei de comércio, acusando o Brasil de não proibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O movimento representa o segundo revés comercial em semanas, parte de uma estratégia para pressionar parceiros a fortalecer medidas contra esse tipo de exploração. A decisão envolve o governo de Donald Trump e, enquanto o Brasil avalia caminhos diplomáticos, o processo fica aberto a contribuições públicas até julho de 2026.

O USTR aponta que o Brasil, junto com 53 outras economias, falhou em adotar medidas efetivas para impedir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado. Com isso, o país integra uma lista de vítimas de práticas irregulares que, segundo a administração americana, prejudicam o comércio. As tarifas propostas são 25% para mercadorias do Brasil; 12,5% para economias sem regimes de proibição; e 10% para países com algum nível de restrição ou acordos de reciprocidade.

Embaixador Jamieson Greer ressaltou que a ausência de fiscalização cria competição desigual, prejudicando trabalhadores norte?americanos. “A falha de nossos parceiros em lidar com a importação de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável”, afirmou. O relatório sustenta que a falta de fiscalização distorce o mercado para empresas que não recorrem ao trabalho escravo, gerando uma dinâmica de desvantagem competitiva.

A decisão aponta seis áreas de irregularidades: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. No âmbito digital, o relatório cita ordens judiciais para remoção de conteúdo e restrições a plataformas de pagamento nos EUA.

Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017 e aponta falhas na aplicação de leis que combatem o desmatamento. A investigação foi iniciada a pedido de Donald Trump, para tratar de preocupações comerciais persistentes, ainda que encontros entre Lula e o presidente norte?americano, nos últimos meses, não tenham alinhado todas as posições.

O processo prevê consultas públicas até 6 de julho de 2026 e audiências no dia 7 de julho. Caso as tarifas sejam confirmadas, incidirão sobre todos os produtos das economias investigadas, com exceção de itens específicos listados em anexo. A decisão, tomada com base na Seção 301, exige que o Brasil acompanhe as próximas etapas para defender seus setores exportadores.

E você, o que pensa sobre esse movimento? As tarifas podem estimular melhorias reais no combate ao trabalho escravo, mas também podem afetar exportações e preços para consumidores nos EUA. Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o impacto dessas medidas no comércio, no emprego e no meio ambiente.

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