CNI: 62% das indústrias dizem que segurança com transporte eleva custos

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nova pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que gastos com segurança no transporte já pressionam o custo final de produção em 62% das indústrias, enquanto 45% afirmam que a proteção patrimonial também é repassada aos preços. O levantamento ouviu 1.003 executivos de diferentes portes entre março e abril de 2026 e os resultados serão apresentados hoje, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Os números vão além do custo: a insegurança é percebida como um fator que reduz a competitividade e alimenta o mercado ilegal. Assim, 32% das indústrias enxergam prejuízos altos ou muito altos relacionados à insegurança e 53% acreditam que a falta de segurança facilita a circulação de mercadorias roubadas, fortalecendo o informal. O assessor especial da presidência da CNI, Cassio Borges, ressalta que a proteção de ativos é essencial para operações estáveis e para evitar perdas financeiras, operacionais e de reputação.

“O investimento nessas áreas é considerado essencial para proteger vidas e ativos, além de evitar prejuízos operacionais e reputacionais.”

Na avaliação da entidade, a proteção de ativos tornou-se uma peça-chave para o funcionamento das indústrias, com investimentos vistos como necessários para evitar perdas maiores, incluindo impactos financeiros, operacionais e de reputação.

O transporte rodoviário aparece como a principal vulnerabilidade: 20% das indústrias já sofreram roubo ou furto de cargas nos últimos cinco anos, com cerca de 68% dos casos ocorrendo nas estradas. Dentre os itens mais visados, fios e cabos aparecem em 60% das empresas afetadas, seguidos de ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos (23%).

O ambiente virtual também preocupa: uma em cada seis empresas relatou algum incidente cibernético nos últimos cinco anos, como vazamento ou sequestro de dados. Entre as companhias atingidas, 30% registraram prejuízo financeiro direto. Em resposta, as indústrias utilizam backup regular (75%), softwares de segurança (67%), políticas de acesso mais rígidas (45%), treinamento de funcionários (38%) e contratação de especialistas em cibersegurança (34%).

Apesar dos investimentos, a percepção é de que o cenário não evoluiu: apenas 4% dos empresários disseram ter visto melhoria na segurança nos últimos cinco anos. Em termos de políticas públicas, 54% defendem maior policiamento em áreas industriais e 53% defendem reforço da segurança em rodovias e no transporte de cargas.

O estudo evidencia que a proteção de ativos é fundamental para o funcionamento da indústria, ajudando a evitar perdas financeiras, operacionais e de reputação. Com infraestrutura e logística mais robustas, a redução do chamado Custo Brasil fica mais real. E você, o que acha das medidas de segurança nas cadeias de produção? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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