Conheça Argus, o robô com 20 “olhos” e 20 “pernas” que se desloca em qualquer direção

Escrito por: Diógenes Cunha

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Recentemente, pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, apresentaram um robô chamado Argus que rompe com a lógica tradicional de construção de máquinas móveis ao dispensar a ideia de frente e trás definidos. O projeto foi desenvolvido para operar com o mesmo desempenho em qualquer direção, independentemente da orientação do corpo. O que mais chama atenção no dispositivo, contudo, é a presença de 20 olhos e 20 pernas.

A criação se baseia em um conceito chamado simetria dinâmica, no qual o foco não está na aparência equilibrada da estrutura, mas na capacidade de aceleração uniforme em todos os sentidos; ou seja, o propósito era construir uma máquina capaz de se deslocar com o mesmo desempenho em qualquer direção, sem depender de uma reorientação específica do corpo para iniciar ou sustentar o movimento.

Com 20 pernas telescópicas e 20 câmeras (“olhos”) distribuídas pelo corpo, o Argus foi projetado para atuar em diferentes tipos de terreno e manter o funcionamento mesmo após falhas parciais.

Arquitetura inspirada em simetria dinâmica redefine controle e percepção

Robô com 20 olhos
Robô com 20 olhos – (Reprodução: Duke University)

O desenho do robô surgiu após simulações computacionais que analisaram mais de 1.500 configurações possíveis de corpos robóticos. A solução selecionada adotou uma estrutura inspirada em um dodecaedro regular, com membros distribuídos de forma uniforme ao redor do núcleo central.

Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, essa disposição permite que forças sejam aplicadas de maneira equilibrada em praticamente qualquer direção, eliminando a necessidade de reposicionar o corpo antes de se mover.

Robô com 20 olhos
Robô com 20 olhos – (Reprodução: Duke University)

Cada uma das 20 pernas conta com uma câmera de profundidade, formando um sistema de percepção distribuída. Dessa forma, o robô não depende de um único ponto de visão, mas utiliza o próprio corpo como ferramenta de observação do ambiente.

Durante testes, o Argus percorreu superfícies como areia, concreto, vegetação e terrenos irregulares. Ele também demonstrou capacidade de continuar operando mesmo com a perda de até três pernas, além de carregar cerca de 4,5 kg, empurrar objetos de grandes dimensões e realizar deslocamentos verticais entre paredes próximas.

Os desenvolvedores destacam que o objetivo não é apresentar um produto finalizado para uso imediato, mas sim demonstrar a viabilidade de um novo princípio de construção robótica baseado em desempenho e não em forma.

Wagner Edwards

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Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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