Corregedoria do MP apura viagem de promotores à Copa com verba pública

Escrito por: Diógenes Cunha

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Copa do Mundo 2026Mirelle Pinheiro

A medida foi solicitada pelo corregedor nacional do MP, Fernando Comin e enviada ao procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert

Reprodução/MPCE
Imagem colorida, MPCE paga R$ 44 mil em diárias para promotores irem à Copa do Mundo - Metrópoles

Resumo rápido: a CNMP abriu apuração sobre pagamento de 44,4 mil em diárias e ajudas de custo autorizados pelo MP do Ceará para três membros participarem de agendas ligadas à Copa do Mundo de 2026 e à preparação da Copa Feminina de 2027. A instituição aponta que não houve irregularidade e que as viagens tiveram caráter institucional e técnico.

A abertura ocorreu após envio de uma notícia de fato ao procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert Gonçalves Santos, solicitando informações detalhadas sobre a participação do MPCE nas ações relacionadas ao evento.

Conforme divulgado, os promotores Dérick Funck Leite e Wander de Almeida Timbó somaram R$ 29.836,98 em diárias e ajuda de custo para uma viagem aos Estados Unidos entre 19 e 25 de junho. Cada um recebeu seis diárias internacionais de US$ 485, além de R$ 200 de ajuda de custo.

Já o procurador-geral de Justiça do Ceará recebeu R$ 14.572,41 para participar, em Dallas, de uma agenda relacionada à preparação da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

Em nota, o MPCE afirmou que não há irregularidade nas viagens. Segundo o órgão, os promotores integram uma comissão do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), vinculada ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público.

Entre os dados cobrados estão os atos administrativos que autorizaram as viagens, a identificação dos participantes, os objetivos da agenda, o período de afastamento e os valores desembolsados em diárias e outras despesas.

A instituição também informou que as passagens aéreas, hospedagens e ingressos para os jogos da Copa serão custeados pelos próprios membros, e que as experiências observadas servirão de subsídio para o planejamento de ações relacionadas ao torneio feminino que será sediado no Brasil.

“A agenda possui caráter institucional e técnico, voltada ao acompanhamento de protocolos de segurança, gestão e multidões, prevenção de conflitos e articulação entre órgos de segurança e entidades responsáveis pela organização dos eventos esportivos internacionais.”

O procedimento foi instaurado após a divulgação de que o MPCE autorizou o pagamento para participar de agendas ligadas à Copa do Mundo de 2026 e à preparação da Copa Feminina de 2027. Os valores e nomes envolvidos foram formalizados pela Corregedoria.

A notícia reforça que as viagens têm finalidade institucional: acompanhar protocolos de segurança, gestão de multidões e a cooperação entre autoridades de segurança e organizadores de eventos internacionais. Palavras?chave: CNMP, MPCE, Copa do Mundo 2026, Copa Feminina de 2027, GNCOVE.

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