Creasi promove grupo de reabilitação neuropsicológica para idosos com demência

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo SEO: Um breve Programa de Estimulação Neuropsicológica em Grupo, conduzido pelo Ambulatório de Cognição do CREASI, reuniu idosos com demência em estágio inicial para preservar funções cognitivas, promover interação social e fortalecer estratégias de enfrentamento, em três encontros realizados em junho. Palavras-chave: CREASI, estimulação cognitiva, demência precoce, idosos, qualidade de vida.

O programa foi coordenado pela médica geriatra Luciana Pinheiro e pela neuropsicóloga Verônica Almeida, atendendo pacientes com 60 anos ou mais, baixa escolaridade e diagnóstico de demência em fase inicial. O objetivo central foi manter a funcionalidade, estimular a cognição preservada e apoiar famílias, por meio de atividades adaptadas à realidade de cada participante.

Ao longo das três sessões, as atividades combinaram abordagens práticas e lúdicas. No primeiro encontro, a Terapia de Orientação para a Realidade utilizou calendários, relógios, jornais e conversas sobre acontecimentos atuais para reforçar orientação temporal, espacial e pessoal. No segundo, a Terapia de Reminiscência estimulou memórias autobiográficas com fotos, objetos de valor afetivo e relatos de vida. No terceiro, a Terapia de Estimulação Cognitiva propiciou leitura crítica de manchetes e situações cotidianas, favorecendo interpretação e compreensão.

Familiares relataram melhora no humor, na disposição e na socialização, acompanhadas por maior engajamento dos idosos. A neuropsicóloga ressaltou que intervenções em grupo trazem benefícios adicionais para a cognição, além de apoiar o bem-estar emocional. Os próprios participantes destacaram ganhos significativos: José Antônio Gonsalves, 77, elogiou a troca de histórias; Júlio César Barros, 71, chamou os encontros de aprendizado e convivência; Maria Helena, 90, afirmou que contar memórias ajudou a relembrar e a se sentir bem.

O CREASI reforça seu compromisso com uma assistência integral ao idoso, valorizando cognição, pertencimento e qualidade de vida, não apenas para quem recebe o cuidado direto, mas também para cuidadores e familiares. Os resultados indicam que cuidar da mente se traduz em autonomia, sentimento de pertencimento e bem-estar no dia a dia. E você, já participou ou conhece iniciativas parecidas de estimulação cognitiva em grupo?

Conte sua experiência nos comentários e compartilhe como atividades coletivas podem transformar a vida de idosos e famílias que convivem com a demência.

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