Da Bahia para o mundo: estudantes do Piemonte Norte do Itapicuru apresentam pesquisas sobre semiárido em congresso internacional, na Espanha

Escrito por: Diógenes Cunha

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Estudantes da Bahia ganham projeção internacional ao apresentar pesquisas sobre o semiárido em uma edição da Semana Europeia Espanhola de Ciência, Tecnologia e Sustentabilidade, em Cuenca, na Espanha. A participação é viabilizada pelo edital Da Bahia para o Mundo, da Secretaria da Educação do Estado (SEC), que financia projetos da rede estadual em eventos nacionais e internacionais.

A comitiva baiana integra alunos de duas escolas de tempo integral: Nelson Maia, em Ponto Novo, e Cecentino Pereira Maia, em Filadélfia. O grupo leva projetos que refletem a relação entre ciência, cultura regional e desenvolvimento sustentável, com destaque para a Caatinga e a biodiversidade local.

Entre os participantes estiveram professores Diego Palmeira, Luana Moura e Rute Guimarães, junto de alunos como Gustavo Maia, Nayanna Venance, Maria Eduarda Cerqueira, Natanael Araújo, Joana Assis e Maria Mirian Damasceno. Os trabalhos apresentados incluem o estudo Cellora, sobre plantas do sertão para a produção de extrato com potencial anticâncer pulmonar, e a Naturaserena, uma pomada natural à base de óleo de folhas de caju e licuri para alívio da cólica menstrual.

De acordo com a professora Luana Moura, a experiência reforça a identidade científica da região, amplia a internacionalização das pesquisas e permite que os estudantes compartilhem conhecimento sobre o semiárido com o mundo. A professora Rute Guimarães completa que ver jovens do interior expondo ideias na Europa é uma conquista histórica para a educação pública baiana, que inspira toda a comunidade escolar.

O Colégio Cecentino Pereira Maia participa com o projeto Likuê: bebida vegetal da agricultura familiar como alternativa ao leite de vaca e instrumento de empoderamento feminino. A iniciativa usa licuri para produzir alimentos e derivados, promovendo bioeconomia, preservação ambiental e geração de renda, valorizando saberes das mulheres da comunidade. A orientadora Leiliane Oliveira ressalta que a iniciativa transforma saberes tradicionais em inovação e desenvolvimento sustentável local, enquanto Kawane Gomes destaca que levar o Likuê à Espanha prova que a ciência produzida no interior pode ultrapassar fronteiras e transformar vidas.

A participação dos grupos reforça o potencial da escola pública estadual baiana na produção de conhecimento, inovação e impacto social, abrindo caminhos para que pesquisadores mirins apresentem resultados relevantes em palcos internacionais e inspirem outras redes de ensino a investirem na ciência desde as escolas municipais e estaduais.

Como você vê o papel da ciência produzida no interior do Brasil na transformação de comunidades? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como a educação pública pode seguir fortalecendo jovens talentos e soluções locais.

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