Equipe desativou arma de Bolsonaro por efeitos de remédios, diz defesa

Escrito por: Diógenes Cunha

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que uma pistola registrada em seu nome teve o percussor retirado pela própria equipe de segurança, sem o conhecimento dele, por receio dos efeitos de medicamentos psiquiátricos. A peça, que tornou a arma inoperante, foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes após questionamentos sobre a pistola apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro concedendo entrevista ao Metropoles

A defesa sustenta que Bolsonaro percebeu uma falha na pistola e, sem saber que o percussor havia sido removido, entregou a arma ao agente para que fosse identificada a causa do problema e realizada eventual manutenção. A narrativa reforça que o episódio estaria ligado a contextos anteriores envolvendo a tornozeleira eletrônica do ex-presidente.

O documento também afirma que, mesmo diante da condenação, não houve determinação de Moraes para a entrega das armas registradas em nome de Bolsonaro nem para o cancelamento de seus respectivos registros.

Paralelamente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu um inquérito para apurar por que a pistola, registrada em nome de Bolsonaro, foi encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem no DF na noite de 15/6. A investigação ficará a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). Segundo o policial responsável pela abordagem, o integrante do GSI afirmou trabalhar para o ex-presidente e, após questionamentos, informou que a arma pertencia a Bolsonaro; a perícia apontou que a pistola seria entregue ao agente para verificar uma possível falha mecânica, com a intenção de devolver o armamento na terça-feira (16/6).

Até o momento, Moraes não proferiu decisão sobre os esclarecimentos apresentados pela defesa.

Como você lê esse caso? Deixe sua opinião nos comentários e conte o que acha sobre o desdobramento recente envolvendo a pistola registrada em nome de Bolsonaro, a apuração da PCDF e as implicações para a segurança pública.

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