Especialista diz que dados ‘equivocados’ comprometem avanço da cadeia asinina no Brasil

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o crescimento da cadeia produtiva asinina no Brasil avança, mas encara desafios que vão além da economia. Dados incompletos, narrativas enganosas e monitoramento insuficiente podem frear investimentos e políticas públicas, sobretudo no semiárido nordestino. especialistas apontam para o papel da reprodução assistida e da rastreabilidade como pilares para gerar emprego, renda e oportunidades, sem abrir mão do bem-estar animal.

Para o zootecnista e administrador agropecuário Alex Bastos, parte do debate público é moldada por informações não oficiais sobre a população de jumentos. Existe uma narrativa de extinção iminente que desconsidera fatores como o sub-registro histórico e décadas de abandono, especialmente no Nordeste. A mecanização rural reduziu o uso do animal, que passou a viver fora de cadastros formais e a vagar por áreas rurais e margens de rodovias, sem monitoramento sistemático.

A queda nos registros oficiais não representa automaticamente a redução da população. É preciso diferenciar abandono de extinção, pois a menor presença em atividades tradicionais não implica o desaparecimento biológico da espécie. Ao disseminar dados sem critérios técnicos, o setor fica sem embasamento para atrair investimentos privados, ampliar pesquisas científicas e desenvolver projetos de conservação genética e de reprodução assistida.

Tecnologias como a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI) aparecem como ferramentas importantes para preservar linhagens, ampliar a variabilidade genética e fortalecer os rebanhos. Além disso, o aproveitamento de produtos derivados dos asininos tem potencial agroindustrial, regulamentado pelo Ministério da Agricultura e pelo Riispoa, que impõem critérios rígidos de inspeção, rastreabilidade e bem-estar animal.

Essa visão aponta para um caminho em que ciência, indústria e políticas públicas caminham juntos na conservação genética e no uso responsável, gerando empregos e renda no interior. E você, qual é a sua opinião sobre o papel dos jumentos na economia regional e na proteção genética? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e vamos debater como pequenas ações podem fazer a diferença no semiárido.

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