EUA propõem tarifa de 25% sobre bens brasileiros após término de investigação

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: os EUA anunciaram a possibilidade de aplicar uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, após concluir uma investigação sob a Seção 301 que aponta práticas consideradas irrazoáveis em setores como comércio digital, etanol e meio ambiente. A medida depende de consulta pública, audiência e decisões finais até meados de julho, em meio a divergências entre Brasil e Estados Unidos.

A investigação, conduzida pelo Representante Comercial dos EUA (USTR), aponta irregularidades em seis áreas centrais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônicos, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No âmbito digital, o relatório cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos, como fatores que impactam o comércio entre os dois países.

Quanto ao etanol, o documento afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O texto também menciona que, embora o Brasil tenha leis contra o desmatamento, a aplicação prática dessas normas é considerada insuficiente pela avaliação americana.

Conforme divulgado, o processo foi iniciado a pedido do presidente Donald Trump, que continua ativo em seu segundo mandato presidencial. O embaixador Jamieson Greer afirmou que houve encontros recentes entre Trump e o presidente brasileiro Lula, mas persistem diferenças substanciais entre as nações. A próxima etapa envolve consulta pública até 1º de julho, audição pública em 6 de julho e o prazo para medidas corretivas finais fixado em 15 de julho.

Este movimento sinaliza uma fase de tensão nas relações comerciais bilaterais, com os EUA buscando corrigir o que considera práticas comerciais prejudiciais. À medida que o Brasil participa do debate, especialistas destacam que qualquer ação final dependerá das respostas apresentadas durante a consulta pública e da avaliação de impactos setoriais no comércio entre os dois países. Participe nos comentários com sua visão sobre como essas medidas podem afetar setores como digital, energia e meio ambiente no Brasil.

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