Frente do agro quer acelerar votação na Câmara de “pauta-bomba” que pode ter impacto de mais de R$ 140 bilhões

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai ao presidente da Câmara pedir celeridade na votação do PL 5.122/2023, que cria uma linha de refinanciamento para dívidas do campo com carência, juros mais baixos e prazos estendidos. O Senado já aprovou o texto na sessão desta quarta-feira e ele retorna à Câmara para decisão. O governo avalia impactos fiscais relevantes, estimando até R$ 140 bilhões em dez anos caso haja renegociação integral.

O Ministério da Fazenda sustenta que, se a proposta for validada, o efeito sobre as contas públicas pode ser significativo. O ministro Dario Durigan destacou a estimativa de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, caso haja renegociação total das dívidas rurales.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, a aprovação representa uma vitória do setor, ao abrir caminho para prorrogações e renegociações com prazos mais longos. Em vídeo publicado nas redes, Lupion disse que houve negociações intensas e que a bancada vai acelerar a tramitação para que o texto já aprovado no Senado seja votado na Câmara, proporcionando alívio aos produtores.

Segundo Lupion, houve esforço para convencer o governo da necessidade dessa renegociação. Contudo, a pauta da Câmara depende da desobstrução, já que tramita um projeto do Executivo que modifica a jornada de trabalho, bloqueando a apreciação de outras matérias.

A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina, celebrou a aprovação no Senado e disse ter ocorrido diálogo com a equipe econômica. Mesmo assim, ela afirmou que o governo ainda pode se sensibilizar, e que ajustes são possíveis, já que o texto será votado pela Câmara.

Principais condições da linha especial:

  • juros de 3,5% a 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
  • limite de até R$ 10 milhões por beneficiário;
  • limite de até R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais;
  • prazo de pagamento de até 10 anos;
  • carência de três anos;
  • prazo final de até 15 anos em casos especiais.

A proposta também mantém a possibilidade de uso do Fundo Social do Pré-Sal e de recursos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, sem fixar um teto definitivo. A utilização fica sujeita à decisão do Executivo.

Convido você a compartilhar sua leitura: como essa linha de renegociação deve impactar produtores locais e a economia rural? Deixe seu comentário, opinião ou experiência nos comentários abaixo.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Neymar nega que seu pai tenha pedido dinheiro a Daniel Vorcaro; revista classifica a informação como fake news

Resumo: Carta Capital revela suposta cobrança de patrocínio de R$15 milhões...

Cantor Rick, da dupla Renner, sumiu após helicóptero perder contato em SC

Resumo: Helicóptero com o cantor Rick Sollo e o empresário Bruno Avelar desaparece em Santa Catarina durante...