Homem é condenado por fingir câncer terminal para aplicar golpe em mulher conhecida no Tinder em SP

Escrito por: Diógenes Cunha

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Um homem de 32 anos foi condenado a 3 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto por estelionato e furto qualificado após fingir ter câncer terminal para enganar uma mulher conhecida pelo Tinder. A decisão, proferida pela 1ª Vara Criminal de Osasco, ainda pode ser contestada em recurso, e o prejuízo total estimado é de aproximadamente R$ 27,5 mil.

Segundo a sentença assinada pela juíza Roberta Moraes de Barros, Pedro Henrique Silva criou uma fábula para ganhar a confiança da vítima, identificada apenas como Maria para preservar a identidade. Ele afirmava ser empresário bem-sucedido que lutava contra uma doença terminal, alegando temer morrer sozinho e precisando de apoio emocional.

Para reforçar a farsa, o condenado passou a receber Maria em sua casa após o início do relacionamento e utilizou “artifícios emocionais cruéis”, colocando-a em uma posição de grande fragilidade. A magistrada destacou que a vítima acreditava estar ajudando alguém que realmente padecia de um câncer terminal.

Entre as evidências, estavam curativos simulados, uso de corante vermelho para simular sinais da doença e fotografias com um cateter nasal. Pedro também criou personagens fictícios — um médico e um advogado — que mantinham contato com a vítima via WhatsApp para sustentar a narrativa da doença e a suposta proximidade da morte.

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