Lula justifica ausência na Marcha para Jesus: “Não quero tirar proveito político de uma coisa sagrada”

Escrito por: Diógenes Cunha

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O governo Lula adotou cautela na Marcha para Jesus em São Paulo para evitar acusações de abuso de poder religioso pelo TSE. A participação foi institucional, sem discursos, com o ministro Jorge Messias acompanhando o trajeto em um trio elétrico, enquanto Lula permaneceu ausente para não misturar fé e política.

Lula justificou a própria ausência dizendo que não iria misturar política com um momento considerado sagrado, e ligou para o apóstolo Estevam Hernandes para explicar a decisão.

Essa postura alinha-se à orientação do presidente e contrasta com declarações de outros políticos na marcha, como Flávio Bolsonaro, que afirmou que expulsaria o mal do governo do Brasil.

No debate jurídico, o TSE ainda discute o abuso de poder religioso. A corte já negou a criação de um tipo penal autônomo para essa prática, mas decisões anteriores indicam que o conceito pode ser parte de uma avaliação mais ampla de abuso de poder político.

Um caso recente ilustra essa linha: em 24 de maio, o TSE cassou a prefeita de Votorantim (SP), Fabiola Alves da Silva, pela recepção de apoio explícito da Igreja do Evangelho Quadrangular durante a campanha eleitoral de 2024.

A discussão segue em aberto, mantendo o tema vivo no radar público sobre onde traçar a linha entre fé e política, e quais instrumentos legais cabem para balizar esse tipo de atuação.

E você, o que pensa sobre a relação entre religião e decisões políticas no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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