MP-BA explica pedido de redução no cachê de Flávio José e diz que segue critérios técnicos e de “notoriedade e projeção” de artistas

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) se pronunciou nesta quarta-feira sobre a polêmica envolvendo o cancelamento das apresentações de Flávio José nos festejos de São João 2026. Em nota, o MP-BA informou que, nas últimas quatro edições dos festejos juninos, houve uma escalada expressiva nos valores de contratações artísticas: a média dos contratos subiu de cerca de R$ 200 mil para aproximadamente R$ 700 mil. Por isso, foram encaminhadas recomendações aos municípios para alinhar as contratações aos parâmetros da instituição, aos Tribunais de Contas e ao IPCA. O objetivo é evitar aumentos excessivos de cachês pagos com recursos públicos.

Segundo o MP, mais de 100 municípios já receberam as recomendações, incluindo casos em que artistas foram contratados por R$ 350 mil, um incremento de R$ 100 mil em relação ao ano anterior. As orientações visam ajustar os contratos às diretrizes técnicas dos órgãos de controle, a pedido da União dos Municípios da Bahia (UPB). O MP também ressaltou que a notoriedade e a projeção dos artistas podem justificar valores superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

Flávio José surpreendeu o público ao anunciar, pelas redes sociais, o cancelamento de apresentações na Bahia durante o São João. Em resposta ao perfil “São João na Bahia” no Instagram, o cantor criticou a atuação do MP, afirmando que a Bahia ficará sem sua presença e questionando o reajuste do cachê.

Além disso, o MP-BA e os Tribunais de Contas estabeleceram critérios técnicos que consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios — desde que haja fundamentação técnica para isso. Em apenas uma semana, acordos firmados como parte desse processo geraram economia de cerca de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos. O MP permanece à disposição para dialogar com empresários de Flávio José e de outros artistas interessados em se adequar às novas regras.

Com a atuação do MP-BA, a tendência é ver contratações para festas públicas cada vez mais transparentes e alinhadas ao orçamento disponível. E você, o que pensa sobre o equilíbrio entre valorização de artistas e responsabilidade com o dinheiro público nas festas populares? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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