O “jogo de xadrez” do Planalto com o governo Trump

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo rápido: a relação entre Lula e Donald Trump é descrita por assessores do Planalto como um jogo de xadrez diplomático, com cada movimento cuidadosamente pensado e a presença constante de familiares de Bolsonaro influenciando as negociações. Os primeiros encontros sinalizaram avanços, com redução de tarifas e uma guinada nas relações Brasil–EUA.

A ideia central, segundo auxiliares, é que a relação Lula–Trump funciona como uma partida de xadrez: movimentos são avaliados com atenção aos impactos diplomáticos, comerciais e midiáticos. O governo americano, com Trump no comando, é visto como parceiro que cobra resultados, especialmente em áreas sensíveis para o Brasil.

A presença da família Bolsonaro nas negociações é apontada como fator de tensão, com interlocutores ressaltando que o grupo costuma interferir nas tratativas entre os dois governos. A gestão Lula, por sua vez, trabalha para reduzir danos não apenas no âmbito tarifário, mas também na percepção pública sobre decisões como a classificação de determinados grupos criminosos.

Em novembro de 2025, os primeiros encontros bilaterais resultaram na retirada da maior parte das tarifas, abrindo espaço para um câmbio mais favorável nas relações comerciais. A imprensa destacou elogios do núcleo da Casa Branca ao presidente Lula, sinalizando uma convergência inicial entre as duas agendas.

“O outro lado (bolsonaristas), vendo isso, tenta se reagrupar e fazer uma nova ofensiva.”

Auxiliares destacam que Lula agiu para conter ações adversas não apenas no tariff, mas também na percepção de risco envolvendo o PCC e o Comando Vermelho. Uma avaliação interna aponta que, embora não seja possível impedir todas as provocações, foi possível retardar movimentos mais agressivos, evitando uma escalada imediata.

“Não conseguimos evitar que isso acontecesse, mas conseguimos retardar o processo, porque poderia ter ocorrido já em janeiro. É uma disputa que se assemelha a uma guerra de guerrilha.”

O governo Lula continuará monitorando a atuação da família Bolsonaro e ajustando estratégias para manter o ritmo das negociações com os Estados Unidos, evitando retrocessos e buscando ganhos estáveis para o Brasil. E você, o que acha dessa corrida diplomática entre Brasil e EUA? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o papel das lideranças na condução dessas relações.

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