Operação Verdadeiro Encontro prende quatro suspeitos de extorquir vítimas de apps de relacionamento

Escrito por: Diógenes Cunha

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Operação Verdadeiro Encontro, deflagrada nesta quinta-feira (18), prendeu quatro suspeitos investigados por extorsão qualificada mediante restrição de liberdade em Salvador. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão nos bairros Liberdade e São Cristóvão. A investigação aponta para um grupo que atraía vítimas por meio de aplicativos de relacionamento e anúncios online para praticar extorsões.

Os alvos são dois homens e duas mulheres trans, com idades de 22, 18, 22 e 21 anos, respectivamente. Parte das prisões ocorreu na Liberdade (um homem de 22 e uma mulher trans de 22), e outra em São Cristóvão (um homem de 18 e uma mulher trans de 21). Além disso, três pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos e liberadas após as oitivas.

Durante as medidas, a polícia apreendeu itens relevantes para a investigação: simulacro de fuzil, capa de colete balístico, maquinetas de cartão, aparelhos celulares, notebook, pen drives e documentos. Esses materiais devem ajudar a esclarecer o funcionamento da quadrilha e o modus operandi empregado contra as vítimas.

A apuração começou após o relato de uma vítima que foi atraída por anúncios em sites e apps de relacionamento. Ela marcou encontro em um imóvel no bairro Boca do Rio e foi surpreendida pelo homem que se apresentou como companheiro da mulher com quem havia conversado. Sob grave ameaça, a vítima teve que entregar bens e realizar transferências bancárias para obter a própria liberação.

As investigações apontam atuação coordenada com funções definidas: duas mulheres trans ficavam responsáveis pela atração das vítimas por meio dos anúncios virtuais, enquanto os demais integrantes faziam as abordagens, as ameaças e as cobranças dos valores exigidos.

Além disso, outras vítimas teriam sido submetidas ao mesmo modo de golpe. Em alguns casos, filmagens íntimas eram utilizadas para constranger e pressionar as vítimas a efetuar pagamentos.

As apurações também indicaram que o grupo alugava casas e apartamentos por meio de plataformas digitais, frequentemente utilizando nomes de terceiros, com o objetivo de dificultar a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos locais usados na prática criminosa.

As investigações continuam em andamento, com a polícia ampliando o alcance para identificar novas vítimas e possíveis outros integrantes. O caso evidencia que golpes online, principalmente envolvendo relacionamentos, podem operar de forma estruturada e violenta.

E você, o que pensa sobre esse tipo de crime praticado pela internet? Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários para debatermos o tema com mais clareza.

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