Papa sobre padre italiano beatificado no Brasil: “Mártir por defender pobres”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Durante o Angelus, no Vaticano, o Papa Leão XIV anunciou a beatificação de Nazareno Lanciotti, sacerdote que atuou em Jauru, Mato Grosso, defendendo os pobres em nome do Evangelho. A celebração reuniu mais de 17 mil fiéis e consagrou o reconhecimento da Igreja ao seu legado de fé e justiça.

“Ele também foi mártir porque, em nome do Evangelho, defendia os mais pobres. Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja.”

A beatificação ocorreu após a leitura da carta apostólica assinada pelo Papa Leão XIV, que oficializou o ato. O Santo foi reconhecido como mártir por defender os mais vulneráveis, deixando um legado de evangelização e serviço social.

Nazareno Lanciotti chegou a Jauru em 1972, onde fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e desenvolveu um amplo trabalho religioso e social. Ao longo de sua missão, denunciou crimes como exploração sexual de menores, prostituição e tráfico de drogas, ganhando relevância pela coragem e pelo compromisso com a justiça. Ele foi baleado dentro de sua casa em 2001 e morreu dias depois.

A cerimônia de beatificação foi presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, então prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Coube a ele ler a carta apostólica e oficializar o ato, conforme a cobertura divulgada pela imprensa, sem mencionar créditos específicos.

A divulgação da beatificação contou com a participação dos canais oficiais da Igreja Católica e ganhou ampla repercussão nas redes, reforçando o testemunho de Lanciotti para a Igreja e para a sociedade.

Reprodução
Papa Leão e o padre Nazareno Lanciotti - Metrópoles

Quem era Nazareno Lanciotti chegou a Jauru em 1972, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e conduziu um longo trabalho religioso e social. Ao longo de sua missão, denunciou crimes como exploração sexual de menores, prostituição e tráfico de drogas, deixando um legado de fé, coragem e compromisso com a justiça.

Essa beatificação marca um marco na história da região e na memória da igreja local, ao mostrar que a defesa dos pobres pode ter reconhecimento institucional e espiritual.

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