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Possibilidade de “Super” El Niño assusta indústria do leite em Minas

Possibilidade de “Super” El Niño assusta indústria do leite em Minas
Possibilidade de “Super” El Niño assusta indústria do leite em Minas

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Belo Horizonte – a possibilidade de um El Niño com intensidade muito acima do normal acende um alerta importante para a cadeia produtiva do leite em Minas Gerais. Um cenário “super El Niño” pode afetar desde a oferta de insumos até o bolso do produtor, com maior custo de produção de ração e risco de queda na produção de leite.

Se a temperatura do Pacífico subir de forma abrupta, a chuva pode atrasar ou reduzir, especialmente em áreas agrícolas que abastecem os rebanhos. Em meio a isso, a indústria tem sugerido planejamento e protocolos para enfrentar eventuais oscilações na oferta de grãos como milho e soja, componentes centrais da alimentação animal.

Os impactos costumam aparecer na distribuição de chuvas: sul com volumes acima da média, Norte e Nordeste com menos água. Em Minas, as temperaturas costumam ficar mais elevadas ao longo do ano, com menos episódios de frio, o que pode favorecer ondas de calor e reduzir a disponibilidade de forragem.

Ainda não há um padrão definitivo sobre como o El Niño influenciará as chuvas em Minas, mas os modelos apontam intensidade forte, o que pode retardar o retorno das chuvas. Se o fenômeno se manter até junho ou julho, os efeitos mais perceptíveis atingirão a primavera, entre final de setembro e início de outubro, conforme a meteorologista Anete Fernandes do InMet.

Setores como o elétrico, a agricultura — especialmente a cafeicultura — e a indústria de laticínios precisam acompanhar de perto a cadeia produtiva e preparar-se para períodos de escassez. A estratégia inclui orientar pecuaristas a produzir e armazenar alimento para os animais durante as fases mais propícias, criando reservas para sustentar o rebanho quando a seca apertar.

Além disso, as empresas miram a formação de estoques internos de produtos acabados, como queijos e leite UHT, para assegurar o abastecimento caso a estiagem se estenda. Ainda assim, esse caminho tem limites, pois os itens têm prazo de validade e não podem ser guardados indefinidamente.

“Mesmo assim, a formação de estoques de segurança é uma das principais ferramentas para reduzir os impactos de uma seca severa e manter o fornecimento aos consumidores”, afirma Guilherme Abrantes, presidente do Silemg.

A experiência acumulada reforça a importância do planejamento: olhar adiante, antever cenários futuros e preparar toda a cadeia produtiva antes que os efeitos climáticos cheguem ao produtor, reduzindo impactos na produção de leite.

E você, o que acha que deve ser feito para enfrentar um possível El Niño forte? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como manter o abastecimento de laticínios sem perder qualidade nem preços justos.

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