Quem é o sócio suspeito de abuso contra menina de 4 anos no Palmeiras

Escrito por: Diógenes Cunha

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Um sócio de 74 anos do Palmeiras é investigado por suspeita de abuso sexual contra uma menina de 4 anos na sede do clube, em Perdizes. A presidente Leila Pereira suspendeu o associado e determinou apuração interna; a defesa nega as acusações e a Polícia Civil acompanha o caso pela 3ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM).

Sociedade Esportiva Palmeiras/ Divulgação
Quem é o sócio suspeito de abuso contra menina de 4 anos no Palmeiras

A mãe da vítima acionou a 4ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) na quarta-feira (10/6) para registrar a denúncia. Em depoimento, ela relatou que a menina, conhecida do entreposto, sumiu por volta das 16h30 e reapareceu pouco depois, dizendo: “É segredo, é segredo”. Câmeras de segurança do Palmeiras teriam registrado a entrada da criança no banheiro masculino, onde permaneceu por cerca de 15 segundos.

O suspeito é Laércio Milazzotto, 74 anos, gerente comercial e sócio antigo do clube, que costuma acompanhar o neto em atividades no Palmeiras. A última atividade profissional dele, segundo apuração, foi como gerente comercial; ele teve baixa registrada na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) em 2020. A investigação está a cargo da 3ª DDM.

A defesa negou as acusações em nota ao Metrópoles, afirmando que tomou conhecimento do caso apenas após a divulgação oficial do Palmeiras e da repercussão na imprensa. Os advogados dizem que já solicitaram acesso aos procedimentos para exercer plenamente o direito de defesa e que os autos tramitam em sigilo; destacam ainda que qualquer divulgação indevida de dados poderá virar objeto de medidas judiciais.

O Palmeiras divulgou posição oficial dizendo que, na noite do ocorrido, acolheu a mãe e a criança, com acompanhamento de um advogado até a Delegacia. A administração informou ter iniciado uma apuração interna, com análise das imagens do sistema de monitoramento da sede, e que a presidente Leila Pereira determinou a suspensão imediata do associado suspeito. Caso fique comprovada a autoria, ele será expulso do quadro associativo; a identidade do suspeito está sendo preservada para a condução adequada das investigações. O clube reiterou o repúdio a qualquer violação e lembrou que coopera plenamente com o Poder Judiciário.

E você, leitor, o que pensa sobre casos como este? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o papel de clubes na proteção de crianças e na resposta a denúncias sensíveis.

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