Sem show na Bahia no período de São João, Xand Avião tem queda de cachê para show em julho

Escrito por: Diógenes Cunha

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Pela primeira vez em 24 anos, Xand Avião fica de fora da agenda de São João na Bahia, em meio a uma discussão sobre o custo das contratações para os festejos. O Ministério Público do estado também apresenta diretrizes para 2026, buscando conter gastos sem perder atrações importantes.

Em maio, Xand Avião já havia sinalizado a ausência de shows na Bahia para 2026, sem detalhar os motivos. O cantor destacou a importância histórica do São João baiano, lembrando que foi apresentado ao evento por Solange Almeida e lamentando a ausência neste ano.

A volta do artista estaria prevista para julho, com curiosidade sobre como ficará o cachê, já que ainda não houve confirmação de apresentações em junho.

Dados de 2025 mostram que Xand cobrou cerca de R$ 700 mil por show no estado durante o mês de junho. Ao todo, ele atuou em seis cidades, recebendo aproximadamente R$ 4,2 milhões.

Para 2026, o Painel de Transparência dos Festejos Juninos, do MP-BA, aponta uma queda de 7,1% no cachê em relação a 2025. O contrato para uma apresentação em Casa Nova foi de R$ 650 mil, com calendário que inclui pelo menos 12 shows no período, entre eles datas como 2 de maio, 23 de junho e 4 de julho, todos com o mesmo valor.

Entre outros dados, o MP-BA aponta que o cachê de Xand continua entre os mais altos entre as atrações escaladas para o São João na Bahia, com diferenças significativas entre cidades. Em Casa Nova, por exemplo, o valor já está fixado em 650 mil, mantendo-se igual para datas distintas, como 2 de maio e 23 de junho.

Outras bandas seguem o mercado com variações diferentes: Amado Batista aparece com 600 mil, ajuste de 485 mil para Casa Nova; Toque Dez chega a 402 mil; Leo Santana não altera o cachê pelo show fora do período junino, apesar de subir 11,9% em relação ao ano anterior.

O MP-BA também divulgou novas diretrizes para 2026, em parceria com o TCE-BA e o TCM-BA, sugerindo que as contratações se apoiem no histórico de 2025 no estado, ou, na ausência de dados, nos últimos 12 meses. A ideia é trazer maior técnica e justificativa para contratos elevados, especialmente quando a notoriedade do artista aumenta.

O caso de Flávio José mostrou como essa pauta ainda provoca reação. Após a sugestão de reduzir cachês, o sanfoneiro cancelou apresentações na Bahia, destacando que a medida poderia desvalorizar a tradição do festejo para quem já tem valor consolidado no mercado.

Dados demográficos de Casa Nova apontam população estimada de 76.131 pessoas e PIB per capita de R$ 15.748,91, contextualizando o peso econômico das festas juninas para a região. O MP-BA ressalta que critérios como notoriedade e projeção de artistas podem justificar valores superiores, desde que haja fundamentação técnica.

E você, o que acha dessa escalada de cachês e das novas regras para 2026? Comente abaixo sua opinião sobre gastos públicos em São João e a importância de manter atrações de peso sem comprometer as contas públicas.

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