Wi-fi da Prefeitura: deputada aciona ANPD sobre suspeita de uso de dados

Escrito por: Diógenes Cunha

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Sâmia Bomfim, deputada federal pelo PSol, abriu uma representação junto à ANPD para investigar o WiFi Livre SP, da Prefeitura de São Paulo, após suspeitas de violações de privacidade e uso inadequado de dados. A ação envolve o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a empresa Talk Communications, em contrato de aproximadamente R$ 108 milhões, com revelações trazidas pelo The Intercept.

A parlamentar pediu à ANPD a abertura de procedimentos de fiscalização para apurar a possível coleta, compartilhamento e uso irregular de dados, com foco especial em números de telefone celular fornecidos por usuários para acessar a rede pública de internet.


A deputada também ressalta que o ICB está sob escrutínio por suposto desvio de recursos na contratação para fornecer wi-fi na capital. Karina Ferreira da Gama, proprietária do ICB e ligada à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, é alvo de investigações que envolvem possível desvio de verbas públicas, levantando suspeitas de financiamento cruzado entre projetos públicos e privados.

A Polícia Civil já cumpriu sete mandados de busca e apreensão, atingindo a sede da Go Up e outros endereços vinculados a Karina. O inquérito aponta que o instituto não tem experiência nem estrutura no setor de comunicação e que muitos contratos apresentaram valores discrepantes frente à média de mercado. Ainda, o cronograma não foi cumprido: de 5 mil pontos prometidos, apenas 3,2 mil foram instalados, com pagamentos adiantados de R$ 26 milhões, entre eles repasses de mais de R$ 11 milhões pelos pontos já instalados — mas com poucos funcionando.

A investigação também levanta a hipótese de uso indevido de recursos da Prefeitura para financiar a obra cinematográfica sobre Jair Bolsonaro, o que reforça a necessidade de apuração rigorosa e transparência em contratos de interesse público.

Enquanto as apurações avançam, a população fica atenta aos desdobramentos que envolvem privacidade, contratos públicos e a aplicação de verba municipal em projetos de largo alcance. Compartilhe sua leitura nos comentários: você acha que há necessidade de maior fiscalização ou já há sinais suficientes de irregularidades?

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