Advogado é preso após nova acusação de estupro e fuga do DF

Escrito por: Diógenes Cunha

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Na Mira

Advogado com 14 inquéritos responde a duas condenações por estupro e era monitorado pela PCDF

Reprodução
homem de barba careca

Cláudio Dias Lourenço, advogado e ex-soldado da PMDF, voltou aos holofotes após nova prisão em Foz do Iguaçu (PR). Acusado de violência sexual, ele já responde a dezenas de inquéritos e acumula duas condenações, com a Polícia Civil do DF mantendo o olhar sobre seu longo histórico de crimes desde os anos 2000.

A prisão ocorreu em 7/7, em operação conjunta entre as polícias civis do Distrito Federal e do Paraná, após Lourenço deixar Brasília rumo à fronteira com o Paraguai. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Justiça paranaense no flagrante na cidade, quando o suspeito repetiu o mesmo padrão de ataque, atraindo uma nova vítima para um motel.

Segundo investigadores, o modus operandi era claro: abordar mulheres jovens em espaços públicos, conquistar a confiança e conduzi-las para locais onde ocorriam os abusos. Em um episódio, ele levou duas vítimas a um motel sob a promessa de piscina; lá drogou as mulheres com bebidas alcoólicas e abusou sexualmente de uma, enquanto tentava atos semelhantes com a outra.

O passado de Lourenço vem à tona por meio de uma ficha extensa. A primeira acusação de estupro data de 2001, quando uma mulher foi rendida com arma de fogo próximo ao STJ. Em 2002, relatos de vítimas em áreas como Conic indicaram crueldade, com amarras, ameaças e violência física e psicológica, seguidos de novos relatos até 2005 em outras regiões da cidade.

Além dos crimes sexuais, ele respondeu a inquéritos por furto (2009), falsidade ideológica (2017) e estelionato (2020). Uma condenação por estupro ocorreu em 2020, após investigações da 4ª DP no Guará, que utilizaram imagens de câmeras de segurança e rastreamento de compras para identificá-lo com precisão.

Mais recentemente, em 2025, o advogado foi alvo de incidente envolvendo a Lei Maria da Penha na 32ª DP (Samambaia Sul), com acusações de perseguição, violência psicológica e cárcere privado contra uma mulher. Ainda que tenha obtido a inscrição na OAB, o histórico contíguo de acusações acompanha Lourenço há décadas, alimentando o debate sobre a atuação de profissionais do direito com esse tipo de passivo criminal.

A repercussão do caso reacende a discussão sobre a responsabilidade de advogados que atuam na esfera pública e a necessidade de mecanismos de proteção às vítimas. E você, o que pensa sobre a relação entre histórico criminal e credibilidade profissional? Deixe sua opinião nos comentários.

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