Bahia avança em processo de tombamento de igrejas e conjuntos urbanísticos

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Instituto de Patrimônio Artístico Cultural (IPAC) abriu uma licitação eletrônica para realizar pesquisas e inventários de bens culturais na Bahia, com o objetivo de embasar o tombamento histórico de igrejas, capelas e conjuntos urbanos. O processo, publicado no Diário Oficial do Estado, está previsto para ocorrer em setembro e abrange patrimônios em cidades como Valença, Palmeiras e Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina.

Entre os locais a serem estudados estão a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, no distrito de Catolês, Abaíra; a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, em Valença; o Conjunto Arquitetônico, Paisagístico e Urbanístico de Palmeiras; a Cidade das Pedras (Igrejinha) em Igatu; a Vila do Ventura, no Morro do Chapéu; e a Capela do Engenho Sant’Ana (Capela do Rio de Engenho de Santana). O Ministério Público instaurou inquérito para apurar a preservação de alguns desses espaços.

Valença recebe atenção especial. Em outubro de 2024, o IPAC firmou um contrato para a recuperação estrutural da cobertura da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, orçado em R$ 2.138.525,40, com vigência de 12 meses. A assinatura ocorreu após uma mobilização da comunidade local, que, em maio de 2023, lançou a campanha “O coração do Povo de Valença bate mais forte no Coração de Jesus” e reuniu cerca de R$ 240 mil em doações.

A igreja, tombada pelo IPAC desde 2001, estava interditada há mais de quatro anos por necessidade de restauração urgente. Em 2021, o IPAC iniciou o processo licitatório para os projetos de recuperação estrutural, e em 2022 a Domo Arquitetura entregou os estudos do telhado, com orçamento inicial de R$ 3,1 milhões. A situação de precariedade recebia atenção pública, com campanhas locais pelo patrimônio.

A obra de restauração da Matriz de Valença representa um passo crucial para a preservação do patrimônio histórico regional, que data do período imperial, com inauguração em 1801 e construção que remonta a 1759. O IPAC destaca que intervenções emergenciais nas estruturas, instalações e elementos arquitetônicos são fundamentais para manter a integridade do monumento. A continuidade do processo de tombamento e a futura execução dos projetos vão ao encontro do compromisso com a memória e a identidade baiana.

Como você vê a preservação do patrimônio histórico da Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e conte como esses trabalhos afetam a sua relação com a história local.

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