China liberta pastor de igreja subterrânea preso há 9 meses, após intervenção de Trump

Escrito por: Diógenes Cunha

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Um pastor de uma das maiores igrejas clandestinas da China foi libertado após nove meses de detenção. A libertação ocorreu dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, pedir a intervenção de Xi Jinping para a libertação, durante um encontro em Pequim. O pastor Ezra Jin Mingri desembarcou em Los Angeles para reencontrar a família.

Jin integrava Igreja Sião, uma das maiores comunidades religiosas não autorizadas no país, que opera de forma clandestina. Ele e outros 17 líderes foram detidos em outubro, em uma das maiores ações de repressão contra uma única igreja nas últimas décadas. Organizações de direitos humanos alertam para o maior cerceamento da liberdade religiosa promovido pelo governo chinês.

A liberação, descrita pela família como um milagre extraordinário, ocorreu de forma rápida, segundo eles. A família agradeceu a Deus e citou o papel importante de Trump e da Administração dos EUA na pressão por seu caso, acreditando que a intervenção de Xi Jinping ajudou a facilitar o desfecho. Eles disseram que esperam uma mudança positiva para fiéis na China e para as relações bilaterais.

A repercussão internacional ganhou impulso depois que Trump revelou, ao retornar de uma visita de Estado a Pequim, ter discutido a detenção com Xi e também o caso de Jimmy Lai, um ativista pró-democracia de Hong Kong que permanece preso. Lai, de 78 anos, foi condenado a 20 anos de prisão em fevereiro. Ativistas ressaltam que outros membros da Igreja Sião continuam presos.

A Igreja Sião é vista como uma das maiores igrejas domésticas do país, desafiando a exigência do governo de que fiéis participem apenas de igrejas autorizadas. O Partido Comunista Chinês, oficialmente ateu, tem um histórico de maior controle sobre organizações religiosas, sob a política de sinização, que busca lealdade ao partido e alinhamento com a ideologia estatal.

Grace Jin Drexel, filha do fundador, afirmou que o pai criou a Igreja Sião para que as pessoas pudessem adorar livremente, com Deus como único líder. Jin enviou a família para os EUA após a intensificação da perseguição em 2018, retornando mais tarde para liderar a congregação. Em depoimento recente, a filha revelou não ver o pai há seis anos.

E você, o que pensa sobre o papel da religião na China e sobre a resposta diplomática entre EUA e China na defesa de direitos humanos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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