Denunciado duas vezes, homem continuou solto até tentar matar namorada

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: a coluna indica que os casos envolvendo Lucas Ferreira Silva, 27, foram arquivados a pedido do MPDFT; mesmo assim, ele será julgado nesta terça-feira (7/7) por tentativa de feminicídio em Valparaíso de Goiás, com histórico de denúncias de violência contra parceiras ao longo dos anos.

Reprodução/Web
Denunciado duas vezes, homem continuou solto até tentar matar namorada

Em junho, a denúncia aponta que Lucas teria tentado asfixiar a companheira diante do filho do casal, de 3 anos, na cidade de Valparaíso de Goiás, após acreditar estar sendo traído. Ao retornarem da escola, houve discussão que escalou para empurrões, ameaças de morte e a afirmação de que a vítima seria morta naquele mesmo dia. A tentativa só não se consumou porque a vítima recuperou a consciência e pediu ajuda a vizinhos; o agressor fugiu.

Segundo a denúncia, o episódio ocorreu na residência após a vítima chegar do trabalho. O homem teria empurrado a companheira ao chão, a teria ameaçado de morte e assegurado que a mataria naquele dia. A vítima conseguiu pedir socorro e evitar a fatalidade, enquanto o filho presenciou parte das agressões.

O histórico

A trajetória de Lucas não é isolada. Conforme apurado pela coluna, esta é a terceira ocorrência policial envolvendo violência contra companheiras. Em 8 de julho de 2021, uma ex-companheira registrou na Polícia Civil do Distrito Federal denúncias de agressões após ele chegar em casa alcoolizado, com cocaína em jogo e traços de infidelidade em motel de Ceilândia. A vítima relatou agressões verbais, empurrões, destruição do celular e danos a documentos e cartões. Medidas protetivas foram pedidas, mas o agressor permaneceu em liberdade.

Quatro anos depois, em 8 de dezembro de 2025, outra mulher, à época companheira dele, denunciou violência doméstica à PCDF. O casal havia convivido por cerca de três anos e estava separado desde agosto daquele ano. A vítima afirmou que o agressor ficou mais violento com o uso de álcool e drogas. Em mensagens pelo WhatsApp, ele enviou áudios com ameaças de morte e chegou a invadir o barraco onde ela morava — pulando o muro — provocando intenso medo. A vítima pediu medidas protetivas e pediu que o investigado fosse responsabilizado criminalmente.

Após a separação, o homem passou a ligar insistentemente para a vítima e enviar áudios pelo WhatsApp com ameaças de morte. Em uma das mensagens, teria dito que mataria a companheira e, em seguida, tiraria a própria vida, afirmando que ambos morreriam juntos.

A reportagem aponta que, mesmo com histórico de registros, o caso voltou a ganhar relevância por se tratar de violência recorrente, com impactos diretos à segurança das vítimas e à proteção de crianças envolvidas. A situação coloca em evidência a necessidade de medidas eficazes de proteção e de responsabilização criminal para quem agride.

E você, como encara a relação entre proteção às vítimas, responsabilização e prevenção de novos casos de violência doméstica? Compartilhe sua opinião nos comentários e contribua com o debate público sobre esse tema tão relevante.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação desmantela esquema de tráfico entre a Bahia e o Paraná e prende nove suspeitos

Resumo: Operação Leakage da Polícia Civil da Bahia resulta em nove prisões e 37 mandados de busca em Bahia e Paraná, incluindo Salvador,...

Lula mede força da bancada de Flávio com a escala 6×1

Senado discute fim da escala 6x1 após proposta de Alcolumbre 07/10/2026 09:00 , atualizado 07/10/2026 09:19 Resumo: Senado avalia encerrar a prática da "escala 6x1" após...

Condenados a mais de 50 anos pelo assassinato de Valdir Cabelereiro

Resumo da matéria Condenação de dois homens pela morte de Valdir Macário, proprietário do Salão Valdir Cabeleireiro, em Salvador. O júri, realizado no Fórum Ruy...