Dino manda bloquear R$ 6,1 milhões em bens de Eduardo Cunha

Escrito por: Diógenes Cunha

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Brasil

Segundo a PF, ex-deputado indicou ao menos 29 emendas parlamentares mesmo sem mandato

Daniel Ferreira/Metrópoles
Como presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff

Resumo: Em decisão do STF, o ministro Flávio Dino bloqueou 6,1 milhões de reais em bens do ex-deputado Eduardo Cunha e mais de 119 milhões de reais pertencentes ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a Polícia Federal apontar indícios de que Cunha, mesmo sem mandato, coordenou a indicação de ao menos 29 emendas parlamentares. A apuração envolve ainda a participação de Mariângela Fialek, assessora da Presidência da Câmara, na operacionalização dos recursos.

A decisão foi assinada em 6 de julho e, na mesma data, a PF indicou bloqueios adicionais de bens ligados aos alvos. Os investigadores afirmam que Cunha e Costa Neto teriam utilizado servidores da Câmara para direcionar as emendas sem mandato, configurando prática para benefício próprio.

De acordo com as investigações, Eduardo Cunha teria sido responsável pela indicação de ao menos 29 emendas parlamentares. A PF afirma que Mariângela Fialek, assessora da Presidência da Câmara, seria a responsável por operacionalizar o direcionamento dos recursos.

“Consoante atestam diários em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de deputado federal pelo estado de Minas Gerais”, escreveu Flávio Dino.

A Polícia Federal afirmou que os elementos reunidos até o momento apontam que o ex-deputado mantinha influência política suficiente para interferir na destinação de recursos federais, mesmo sem ocupar cargo eletivo. “As provas colhidas até o momento permitem concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”, diz trecho do relatório da PF.

O caso segue em apuração, com as autoridades destacando a importância de acompanhar o desdobramento dessas investigações para entender o alcance de condutas que envolvem emendas parlamentares e o papel de assessorias estratégicas na Câmara.

E você, qual é a sua leitura sobre esse episódio de influência no direcionamento de verbas públicas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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