EUA sancionam brasileiros e empresas alegando vínculo com PCC

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira, 1º, dois brasileiros e três empresas do Brasil, acusando vínculos com a facção PCC. Uma empresa portuguesa também foi bloqueada. Esta é a primeira sanção de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil desde que Donald Trump, em seu segundo mandato, classificou facções do país como organizações terroristas.

Entre os alvos brasileiros estão Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella). Shimada é apontado como o “elo fundamental” do PCC com membros da facção na Flórida, supostamente responsável pela lavagem de mais de US$ 30 milhões em várias cidades americanas, e seria proprietário da Victory Trading, também sancionada. Stella, identificada como secretária de Shimada e parente dele, também foi incluída no exposto. Além deles, a OFAC sancionou quatro empresas ligadas a Shimada: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda.

A Victory Trading e a Pixwave atuam nos serviços financeiros; a Wave é uma construtora; já a Avenidas Flutuantes é uma empresa de transporte e armazenagem com sede perto de Lisboa, em Portugal. Com as sanções, todos os bens das pessoas e empresas alvo, no Brasil ou sob controle de brasileiros, ficam bloqueados. A OFAC alerta que instituições financeiras e terceiros podem ser punidos por se envolverem em transações com os designados.

A decisão resulta de uma investigação da Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), em parceria com o Escritório de Campo do FBI em Miami e a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça. Em nota, o Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (OFAC) afirma que a ação demonstra “uma abordagem unificada e abrangente do governo para maximizar o impacto contra redes criminosas transnacionais”.

Além dos alvos brasileiros, o Tesouro também moveu ações contra uma empresa portuguesa acusada de ligação com a lavagem de dinheiro do PCC na Flórida. Em meio a críticas sobre eficácia, autoridades ressaltam que o objetivo é interromper fluxos financeiros que alimentam atividades criminosas no Brasil e nos Estados Unidos.

Compartilhando o ponto de vista da OFAC, Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirma que a designação é um passo para reconhecer a atuação dessas redes e reforçar a cooperação internacional. A notícia completa destaca ainda que o desdobramento não apenas bloqueia ativos, mas sinaliza um endurecimento da parceria entre agências americanas e seus pares brasileiros na luta contra delitos financeiros transnacionais. Qual é a sua leitura sobre esse conjunto de medidas? Deixe seu comentário e participe da conversa.

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