Governo espera nova reunião com EUA antes de decisão sobre novo tarifaço

Escrito por: Diógenes Cunha

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma definição com os EUA antes de decidir sobre tarifas em resposta à investigação da seção 301. A decisão norte-americana deve sair até o dia 15 de julho, e um grupo de trabalho bilateral já trabalha para alinhar posições. A estratégia brasileira segue a linha de manter a negociação técnica, sem ceder em pontos considerados estratégicos, mesmo diante da possibilidade de aplicar uma tarifa de 25% no prazo estabelecido.

Para fechar o acordo, Lula reuniu ministros na última sexta-feira para traçar a estratégia dos dias finais de negociação. Técnicos do Planalto apresentaram o estágio atual das conversas, com o MDIC, Relações Exteriores e o Ministério da Economia defendendo manter o diálogo sem abrir concessões que prejudiquem a indústria brasileira. Participaram da reunião os principais representantes da negociação do tarifaçamento, como Mauro Vieira e Mário Elias Rosa.

Entre os cenários discutidos, o mais provável continua sendo a aplicação das tarifas. No entanto, persiste a hipótese remota de que Washington possa adiar a decisão para viabilizar uma vitória política de senadores próximos ao governo, como Flávio Bolsonaro. Mesmo assim, o entendimento interno aponta para a coragem de manter a linha técnico-consultiva, com a responsabilidade de não ceder em pontos considerados cruciais pelo governo brasileiro.

Uma das estratégias apresentadas pelo Brasil foi oferecer um conjunto de medidas que respondam aos seis eixos da investigação da seção 301 — incluindo temas como corrupção e desmatamento — para mitigar as preocupações norte-americanas. O Pix, contudo, ficou fora do documento, por ser considerado inegociável. Parte das propostas já tramita no Congresso ou nasce de medidas infralegais formuladas no Palácio do Planalto. A ideia comum é indicar que o Brasil pode reduzir tarifas em cerca de 300 linhas, sem comprometer compromissos com a OMC.

Segundo fontes, a solução sugerida envolve uma diminuição de tarifas em setores onde os EUA teriam maior capacidade de competição, desde que isso não prejudique a indústria nacional. Em síntese, o objetivo é abrir espaço para negociação técnica mantendo a proteção de áreas sensíveis, enquanto se busca um desfecho que evite o choque de 25% sobre o comércio brasileiro. E você, qual caminho acha que o Brasil deveria seguir para chegar a um acordo? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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