Opinião: Disputa eleitoral é discreta no Dois de Julho, apesar dos ataques de Rui a ACM Neto

Escrito por: Diógenes Cunha

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Apesar de ser um ano eleitoral, o Dois de Julho em Salvador teve um tom bem mais contido politicamente. O desfile, que costuma acender disputas entre grupos, manteve o foco nas celebrações e nas lideranças locais, sem o calor de edições passadas. O balanço indica uma festa mais calma, com falas pontuais entre Rui Costa (PT) e ACM Neto (União), e pouca da virulência típica de um momento de campanha aberto.

O entorno do governador Jerônimo Rodrigues (PT) acelerou o passo e concluiu o cortejo mais rápido do que em anos anteriores. Jerônimo optou pela cartilha do “paz e amor”, evitando ataques diretos aos adversários e devolvendo a Rui Costa o papel de cobrar posicionamentos dos opositores. A ausência de Luiz Inácio Lula da Silva, figura tradicional entre o grupo governista nas últimas edições, parece ter deixado o ato menos carregado de peso político.

Entre as provocações, cartazes que aludiam ao senador Jaques Wagner (PT) ao escândalo do Banco Master ganharam espaço. A peça citava Wagner e Eduardo Sodré, secretário estadual de Meio Ambiente e enteado do parlamentar, além de Jerônimo Rodrigues, sugerindo uma relação que poderia transferir o episódio para o PT baiano. Muitos enxergaram nisso uma jogada para manter o assunto ativo na pauta eleitoral, dentro do roteiro já esperado para este ciclo.

Na oposição, as críticas miraram a ponte Salvador-Itaparica, tema que promete acompanhar a campanha. Os governos federal e estadual agiram para iniciar obras antes de qualquer restrição da Justiça Eleitoral, tentando minimizar impactos de ataques. ACM Neto e seu entorno repetiram pautas conhecidas, enquanto Angelo Coronel (Republicanos) participou de parte do trajeto e Zé Cocá (PP) apareceu como braço interior da chapa, sem o tom mais agressivo do bolsonarismo visto em edições anteriores. João Roma também esteve presente, de maneira contida. A passagem entre Lapinha e Pelourinho reuniu imagens para redes sociais e mostrou duas leituras distintas do ato, ainda assim unidas pela mesma aposta eleitoral. E você, o que achou do tom deste Dois de Julho?Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas percepções sobre como esse início de campanha pode influenciar as eleições de outubro.

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