Preso com fuzil, Canella deu aula de segurança pública em MBA em maio

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nova etapa da Operação Unha e Carne resultou na detenção do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, após a Polícia Federal encontrar um fuzil no carro dele. Mesmo diante da apreensão, Canella foi apresentado como exemplo de gestão no combate ao crime organizado durante o lançamento do MBA em Segurança Pública, ocorrido em maio pela Fundação Indigo em parceria com a FGV, mantendo sua pré-candidatura ao Senado pelo União Brasil no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, Canella palestrou na aula inaugural do curso, reunindo gestores e especialistas para discutir estratégias de segurança pública. O encontro destacou a experiência dele na administração municipal, citando ações que, segundo ele, contribuíram para a redução de índices de violência em Belford Roxo, posição que foi observada com atenção pelos presentes e pela legenda.

A investigação envolve uma estrutura criminosa, com relatório do Coaf apontando movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Segundo a PF, o grupo utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma de lavagem de dinheiro e contava com a participação de agentes públicos, o que eleva a gravidade das acusações em curso.

Os responsáveis poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que surgirem à medida que as investigações avançam. A PF e o Coaf continuam mapeando ligações entre empresas, autoridades e redes criminosas para traçar fluxos financeiros e operacionais com maior precisão.

O MBA em Segurança Pública foi lançado pela Fundação Indigo em maio, em parceria com a FGV. O curso é gratuito, tem carga horária superior a 430 horas e exige a apresentação de um TCC para certificação. A grade contempla 18 disciplinas, como Crimes no Agronegócio, Crimes Cibernéticos, Insurgência Criminal, Controle Territorial e Dinâmicas Criminais na Amazônia Legal, e reúne especialistas renomados para debater o tema.

O contexto do caso, com indícios de ligação entre crimes financeiros, autoridades e estruturas privadas, continua a repercutir entre especialistas e gestores públicos que observam com atenção as opções de políticas públicas para o combate à criminalidade. A combinação entre atuação policial, controle financeiro e formação acadêmica aponta para uma agenda integrada entre segurança, transparência e governança.

E você, o que acha dessa aproximação entre campanhas de combate ao crime, investigações em estágio avançado e formação universitária voltada a Segurança Pública? Deixe sua visão nos comentários e compartilhe como vê o papel da gestão municipal e da educação profissional nessa luta contra a criminalidade.

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