Quem é o serial killer solto pela Justiça que aterrorizou mulheres no DF

Escrito por: Diógenes Cunha

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Quem é o serial killer solto pela Justiça que aterrorizou mulheres no DF

Resumo: O caso de Adaylton Nascimento Neiva, o Maníaco do Novo Gama, envolve décadas de violência contra mulheres no Distrito Federal e entorno. Em 2011, ele foi condenado a 54 anos e 6 meses de prisão por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado, com a pena convertida em internação sob medida de segurança. Em 2024, a Justiça manteve a internação; em 2025, houve desinternação condicional, com monitoramento médico, psicológico e social, ainda sob ressalvas sobre a periculosidade futura.

Entre 2000 e 2009, Adaylton afirmou nove homicídios — cinco no Novo Gama (GO), três em Sobradinho e um em Santa Maria — além de estupros. O caso mais grave envolve a ex-mulher Elenice Geralda Lucas, 19, e a filha Luciene Lucas de Caldas, 5, assassinadas e enterradas no quintal. Em 2010, foi recapturado no Nordeste; em 2011, condenado por três homicídios qualificados, estupros e aborto provocado, recebendo 54 anos e 6 meses de prisão.

A condenação de 2011 levou à internação dele na Ala de Tratamento Psiquiátrico da Colmeia, transformada depois em medida de segurança por transtorno de personalidade dissocial com traços de psicopatia. Em abril de 2024, a Justiça do DF manteve a internação ao confirmar a periculosidade entre moderada e alta, rejeitando a desinternação condicional.

Apesar disso, em junho de 2025 a Justiça autorizou a desinternação condicional, desde que o condenado continue tratamento médico e psicológico e seja acompanhado pelo serviço social do TJDFT e pela vigilância de familiares. Laudos de 2023 já apontavam estabilidade clínica, mas não afastavam o risco de reincidência. Em setembro de 2025, novo laudo psiquiátrico indicou que ele reunia condições para tratamento ambulatorial, sem garantia de cessar a periculosidade.

Relatórios do UBS 16 do Gama, de maio de 2025, reforçaram a estabilização do estado mental. Com a mudança de regime, Adaylton deverá seguir o tratamento médico e psicológico e ficar sob vigilância do TJDFT e de familiares. Durante a internação, ele formou uma união estável com uma mulher, com quem deverá morar após deixar a unidade de internação.

Este caso reacende o debate sobre como equilibrar reabilitação e proteção da sociedade quando há histórico de violência grave. E você, qual é a sua opinião sobre desinternação condicionada nesses casos? Compartilhe nos comentários.

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