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Infantino revela apoio de federações com pouca tradição no futebol diante de boicotes

Infantino revela apoio de federações com pouca tradição no futebol diante de boicotes
Infantino revela apoio de federações com pouca tradição no futebol diante de boicotes

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Resumo: Infantino expôs, via Instagram, oposição de seis federações à proposta de abrir direitos da Copa do Mundo a investidores privados. Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Bahrein e Sri Lanka aparecem entre os apoiadores. A reportagem também aborda a busca de apoio nos EUA e o abandono do projeto FIFA Forward Enterprise, da Thrive Capital.

Zurique, Suíça — Em publicação no Instagram nesta segunda-feira, Infantino, presidente da Fifa, informou que seis federações se posicionaram contra as diretrizes da entidade, num momento de pressão após o anúncio de planos para abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

Entre os aliados que apoiaram o boicote às competições da FIFA estão as federações de Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Sri Lanka. Entre eles, apenas Marrocos possui tradição relevante no futebol, com a seleção masculina ocupando a 6ª posição no ranking mundial e se preparando para sediar a Copa de 2030, além de receber o Congresso da FIFA no próximo ano.

O Catar, que já sediou a Copa de 2022, aparece na 59ª posição; os Emirados Árabes ocupam a 68ª, Kuwait a 133ª, Sri Lanka a 187ª e Bahrein a 192ª, conforme as avaliações citadas pela reportagem.

BUSCA DE APOIO NOS EUA — Conforme informações do New York Post, Infantino procurou apoio do governo dos Estados Unidos em meio à pressão para sua saída, diante do impasse sobre a abertura de direitos privados da Copa. A justificativa oficial, segundo a publicação, seria discutir o futebol como ferramenta de soft power para o país; contudo, fontes próximas ao caso sugerem que a manobra visa manter a força política do dirigente no cargo.

QUEDA DO FIFA FORWARD ENTERPRISE — A reportagem também aponta que Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, incluindo direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria. A proposta previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity liderada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump, com a compra de cerca de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões. O projeto foi abandonado na sexta-feira (31), após forte reação de federações nacionais, que temiam transformar os eventos da FIFA em ativos de interesse privado.

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