Lula chama Trump de ‘meu amigo’ e enviará dados sobre queda no desmatamento para contestar tarifaço

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Lula discute com Trump dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia, busca contestar tarifas dos EUA, e destaca queda no desmatamento com números do INPE/Deter. Evento do MTST em Taboão da Serra (SP) reúne Marina Silva; EUA mantêm sobretaxa de 25%.

Taboão da Serra, SP – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado que entrará em contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encaminhar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao se referir ao republicano como “meu amigo”, Lula disse que vai contestar as razões apresentadas para a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

A declaração ocorreu durante o evento de comemoração dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), realizado em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula elogiou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente, ressaltando indicadores recentes de preservação.

Marina Silva recebeu os cumprimentos do presidente, que afirmou que “vocês podem ficar orgulhosos, porque anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016” e revelou ter tirado fotos dos números para enviá-los ao amigo Trump.

Os dados citados por Lula vêm do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar desde o início da série, em 2016.

Apesar desses números favoráveis, o governo norte?americano implementou, em julho, a sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, alegando falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, conforme divulgação do Office of Trade Representative (USTR). Desde então, o Brasil rejeita as acusações e classifica as tarifas como injustificadas.

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