Temer defende legado administrativo, alerta para crise fiscal e prega pacificação em documentário

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em Salvador, durante exibição especial do documentário “963 Dias – A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, Michel Temer analisou o legado de sua gestão, economia e cultura, e defendeu o debate de ideias com foco em fatos, longe de ataques pessoais.

Legado e reformas Durante a sessão, Temer avaliou seus dois anos e meio de mandato, dizendo que o principal mérito foi devolver “uma certa tranquilidade no país”, mesmo com uma oposição considerada bastante acentuada. Segundo ele, reformas implementadas contribuíram para reduzir a inflação e os juros, impulsionar o PIB e viabilizar a recuperação de estatais.

Política cultural O ex-presidente explicou a não-política de conteúdo do filme ao afirmar que o documentário não é “chapa branca” e não visa elogiar, mas apresentar fatos. Ele reconheceu, porém, que algumas medidas importantes de sua gestão não aparecem no material, como a primeira medida de saneamento e o Pix, desenvolvido com Ilan Goldfajn no Banco Central e implementado posteriormente.

Alerta fiscal Temer manifestou preocupação com o controle de gastos públicos e criticou a flexibilização do teto de gastos — medida que ele próprio havia instituído. Avançou que o próximo gestor terá de realizar um ajuste fiscal “pesadíssimo”, lidando com as chamadas bondades eleitorais que se mostraram presentes ao longo do período.

Polarização e eleições Sobre as próximas eleições, o ex-presidente destacou que a polarização está “já muito corporificada, muito estratificada”, mas enfatizou que a eleição continua sendo, muitas vezes, surpreendente. O documentário, na visão dele, busca promover uma certa tranquilidade e pacificação, privilegiando discussões sobre programas e projetos.

MDB e alianças Ao comentar o cenário partidário, Temer admitiu que o MDB encolheu no Congresso, mas manteve influência significativa junto às prefeituras, afirmando ser “o segundo maior partido” nesse campo por conta de sua capilaridade. Ressaltou ainda a relação com ACM Neto, chamando-o de “grande parceiro” de longa data, e afirmou não manter contato com Dilma Rousseff e Eduardo Cunha desde a saída da vida pública.

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