Resumo rápido: Arábia Saudita fecha temporariamente o oleoduto Leste-Oeste após ataque com drones; origem apontada no Iraque. Houthis do Iêmen teriam tomado a ilha de Perim. Trump comenta sobre versão de culpa e EUA discutem apoio militar. Fonte: Reuters.
Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste, uma rodovia de transporte de petróleo de cerca de 1,2 mil quilômetros que atravessa a Península Arábica, após ataques aéreos com drones. Segundo autoridades citadas pelo Iraque e pela própria Arábia, a origem do ataque estaria no Iraque, palco de milícias apoiadas pelo Irã. O Ministério das Relações Exteriores saudita informou danos e feridos, sem detalhar o impacto sobre as exportações.
O oleoduto tem funcionado como rota crucial de escoamento de petróleo na região, transportando entre 4 e 5 milhões de barris por dia, o que representa aproximadamente 4% a 5% do abastecimento global. A interrupção, em meio a tensões na região, amplia as incertezas de mercado, especialmente com o Estreito de Ormuz ainda sob pressão.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque. Imagens de satélite mostraram fumaça preta surgindo de uma área do oleoduto ao sul de Medina. Além disso, o Iraque informou a destituição de um comandante militar em resposta ao episódio.
Ajuda militar
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, agência parceira do FirstJornal, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman ligou para o presidente Donald Trump na quinta-feira e pediu apoio militar dos EUA no combate aos houthis. As fontes afirmam que Washington não deve intervir de forma direta por ora, mas oferecerá apoio com inteligência. Trump confirmou o contato e comentou que os houthis também teriam solicitado que os EUA não se envolvessem diretamente.
Quatro fontes do governo iemenita disseram à Reuters que os houthis teriam tomado a ilha estratégica de Perim, localizada no Estreito de Bab el-Mandeb, no fim do Mar Vermelho, ampliando o risco de interrupções em outra rota de petróleo na região.
Observação: não houve confirmação de responsabilidade por parte de nenhum ator até o momento e as informações oficiais sobre danos ao abastecimento permanecem em avaliação pelas autoridades. O cenário geopolítico na região continua volátil, com repercussões potenciais para os preços globais de energia.

