Bahia registrou, em agosto de 2026, o seu oitavo saldo positivo de empregos formais consecutivo, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. O estado apontou 94,1 mil admissões e 82,5 mil desligamentos, gerando um saldo de 11,6 mil vagas e elevando o total de vínculos formais ativos para 2,2 milhões, com alta de 0,53% ante o mês anterior. Os dados são consolidados pela SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia).
Todos os cinco grandes setores da economia baiana apresentaram saldo positivo em agosto. O setor Serviços foi o que mais gerou vagas, com 6,1 mil, seguido pela indústria geral (2,1 mil), construção (1,7 mil), agropecuária (941) e comércio (757).
No acumulado de janeiro a agosto, a Bahia somou 72,7 mil novos empregos formais, alta de 3,40% em relação ao início de 2026. Entre os setores, Serviços liderou o estoque com 43 mil vagas no período, seguido por construção (15,8 mil), indústria geral (11,9 mil) e agropecuária (3,8 mil). O único saldo negativo ficou com o comércio, que registrou (-) 1,7 mil.
Conforme a SEI, o desempenho baiano manteve o estado entre os melhores do Brasil no mês, ocupando o quarto maior saldo entre os estados e o segundo no Nordeste. Em termos nacionais, o país abriu 1,13 milhão de vagas em agosto, enquanto a região Nordeste registrou 211,9 mil. Na avaliação de crescimento, a Bahia avançou 3,40%, acima das taxas nacionais (2,41%) e regional (2,68%).
Esses números destacam a Bahia como um dos maiores motores de emprego formal no Nordeste, contribuindo para a leitura de tendências econômicas regionais nos próximos meses. A SEI ressalta que os dados do Caged refletem, de fato, o desempenho recente dos setores que mais absorvem mão de obra no estado.
Fontes: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Ministério do Trabalho e Emprego; sistematização pela SEI (Bahia).

