Cassiterita: segundo a PF, Alexandre Pires recebeu R$ 31 milhões de empresa

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico
No Brasil, o cantor Alexandre Pires é alvo de duas fases da Operação Disco de Ouro, da Polícia Federal. A apuração aponta pagamentos superiores a R$ 31 milhões de empresas ligadas a um esquema de cassiterita; investigações apontam movimentação de quase US$ 48 milhões (aprox. R$ 246 milhões). A defesa nega vínculos com a organização criminosa e com o líder do esquema; a coluna Mirelle Pinheiro, parceira do PrimeiroJornal, traz os detalhes. A PF relata diligências recentes e não houve retorno imediato da assessoria do artista.

No Brasil, o cantor Alexandre Pires foi alvo de duas fases da Operação Disco de Ouro, deflagradas pela Polícia Federal. A ação ocorreu na última quarta-feira, 23 de setembro de 2026, no âmbito de investigações sobre venda irregular de cassiterita e recursos vinculados ao esquema. A apuração envolve a participação de empresas relacionadas ao negócio e, segundo a PF, o artista teria recebido valores significativos ao longo do período em análise. Seguem os desdobramentos apurados pelas autoridades e pela imprensa especializada.

Reprodução/ Facebook
Cassiterita: Alexandre Pires recebeu R$ 31 milhões de empresa, diz PF

Valor total e empresas ligadas: de acordo com a PF, o artista teria recebido R$ 26,6 milhões da empresa Metalsur. A investigação aponta ainda que a Metalsur recebeu US$ 20,4 milhões – cerca de R$ 98,4 milhões na cotação da época – do pagamento feito pela Gerald Metals Sarl por um carregamento de cassiterita que não foi entregue, substituído por um caminhão de brita. No total, a apuração aponta que o valor recebido pelo cantor superou R$ 31 milhões, somando repasses de uma série de transações envolvendo as companhias citadas.

Contribuições adicionais à apuração: outros R$ 4,4 milhões repassados ao artista foram revelados por duas colaboradoras premiadas, que comprovaram à PF os repasses efetuados pela empresa envolvida no esquema. A PF também aponta movimentações adicionais, incluindo recebimentos em conta pessoal do cantor.

A coluna revelou que Alexandre Pires foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Disco de Ouro, cumprida na última quarta-feira, 23 de setembro. A investigação já havia apontado, na primeira fase, o recebimento de aproximadamente R$ 1 milhão relacionado à empresa investigada e a apreensão do celular do cantor. Além disso, a PF mencionou uma transferência de R$ 160 mil realizada pela própria empresa do artista a um dos investigados.

Defesa afirmação de limites na relação comercial: em nota enviada na última quarta (23), a defesa de Alexandre Pires afirmou que a relação profissional com Matheus Possebon — irmão de Diego Possebon, apontado como líder do esquema — esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista na época e que não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Pires e Possebon além da atividade artística. A defesa reforçou que não há vínculos com organização criminosa. A manifestação foi publicada pela coluna, que também destacou a ausência de resposta da assessoria de imprensa do cantor até o fechamento desta edição.

Segundo informações da Coluna Mirelle Pinheiro, parceira do PrimeiroJornal, o espaço segue aberto para esclarecimentos adicionais. A Polícia Federal não informou novos pronunciamentos até o momento, e a investigação continua para esclarecer a extensão dos repasses e a participação de outras pessoas e empresas envolvidas no esquema de cassiterita.

Atualização e próximos passos: a PF deve continuar reunindo evidências, documentos e registros de transações para confirmar ou refutar as afirmações apresentadas pela defesa. A reportagem acompanhará novas informações oficiais e eventual deflagração de novas etapas da operação, com o objetivo de informar com precisão sobre o andamento do caso.

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