Resumo jornalístico: BRICS discute tensões no Oriente Médio e defende reforma do Conselho de Segurança da ONU em Nova Delhi, com participação de 11 países, incluindo Brasil. A declaração conjunta enfatiza contenção, cooperação e maior participação de países em desenvolvimento no sistema global. Brasil busca ampliar papel no órgão da ONU.
Nova Délhi, Índia – Em Nova Délhi, neste fim de semana, o BRICS realizou uma reunião de cúpula com a participação de 11 membros, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. A declaração conjunta, intitulada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, foi divulgada neste sábado (12). O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A presença incluiu anfitriã Índia, além dos presidentes Xi Jinping, Vladimir Putin, Cyril Ramaphosa e Masoud Pezeshkian e convidados de peso no cenário internacional.
Posicionamento e objetivos – O encontro reafirmou o compromisso com cooperação econômica, inovação e estabilidade regionais, destacando a atuação conjunta em temas de trade e desenvolvimento. A reunião enfatua a importância de uma agenda comum diante do cenário global, com o Brasil buscando fortalecer sua atuação no Conselho de Segurança da ONU.
“Expressamos profunda preocupação com a continuidade da escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”
Em documentos diplomáticos, é comum evitar citar nomes específicos para facilitar consensos na redação de declarações coletivas. O encontro também contou com a participação de líderes de relevância global, como Narendra Modi (Índia), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian ( Irã). Além disso, os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e o Brasil foi representado pelo ministro Mauro Vieira.
Reforma da ONU – Em um ponto da declaração, o BRICS defende a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) “com o objetivo de torná?lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.
Crédito: Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil
Segundo as informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, a cúpula reforça as vozes por um sistema internacional mais equilibrado e uma maior participação de nações em desenvolvimento nas estruturas de decisão globais. A próxima reunião anual está prevista para ocorrer no Rio de Janeiro, em julho, sob a presidência brasileira em 2025.
Fonte: Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.
Resumo: O Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros, com cinco permanentes e veto — EUA, China, Rússia, Reino Unido e França. O Brasil pleiteia assento permanente. China e Rússia reiteram apoio ao Brasil e à Índia para ampliar participação na ONU, inclusive no Conselho. O texto critica tarifas unilaterais, defende moedas locais e propõe painel internacional sobre desigualdade.
Conselho de Segurança da ONU e o Brasil Em uma declaração recente sobre governança global, o Conselho de Segurança da ONU permanece no centro das discussões. O órgão, formado por 15 membros, possui cinco permanentes com poder de veto — EUA, China, Rússia, Reino Unido e França — e o Brasil continua pleiteando assento permanente. China e Rússia reiteraram apoio às aspirações do Brasil e da Índia de ampliar seu papel na ONU, inclusive no Conselho. O texto não cita explicitamente a entrada do Brasil como membro permanente.
Tarifaço no comércio internacional Os signatários do texto expressaram críticas a barreiras no comércio internacional, como tarifas unilaterais. “Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio”, diz o trecho da declaração. O documento não menciona nominalmente os Estados Unidos, país que tem aplicado tarifas a parceiros desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2025. O nome de Trump não aparece no texto. Assim como Brasil, China e Índia estão entre os maiores alvos da tarifação americana.
Moedas locais para pagamentos transfronteiriços A declaração aponta que os países caminham para soluções práticas de mecanismos eficientes de pagamentos transfronteiriços em moedas locais, mas não faz menção à criação de uma moeda específica do BRICS nem à substituição do dólar.
Combate à desigualdade No 15º parágrafo, os signatários asseguram que erradicar a pobreza em todas as suas formas é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. O documento registra a proposta do Brasil e da África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.

