Levantamento aponta que debate sobre Nossa Senhora Aparecida atingiu a terceira maior repercussão nas redes em 2026

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Controvérsia antiga (2007) sobre retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Ligação do tema ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e às redes sociais, com pico de disseminação entre 24 e 26 de setembro de 2026.

Entre 24 e 26/09/2026, foram registradas 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações, segundo o Instituto Democracia em Xeque (IDX).

O estudo aponta o episódio como o terceiro maior volume de menções entre eventos políticos monitorados em 2026.

A controvérsia envolve um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A pauta voltou às redes e ganhou relação com o candidato Flávio Bolsonaro (PL), ganhando força entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, conforme levantamento do IDX (Instituto Democracia em Xeque).

A primeira onda de repercussão teve início com apurações da GloboNews sobre a reação de setores da Igreja Católica a uma articulação envolvendo grupos evangélicos. A discussão ganhou associação com Flávio Bolsonaro após uma declaração dele de que, se eleito presidente, declararia o Brasil como pertencente a Jesus Cristo; a notícia foi repercutida pela imprensa e, posteriormente, a emissora fez uma correção.

A segunda onda ganhou impulso após decisão do ministro André Mendonça, do STF, determinar, em apenas 65 minutos após uma queixa apresentada pela campanha de Flávio, a remoção de mais de mil publicações. A partir desse momento, parte do debate passou a tratar de censura, retirada de conteúdo e liberdade de expressão.

Em relação ao perfil dos internautas, o levantamento do IDX aponta que perfis alinhados à esquerda concentraram a maior parte do conteúdo: entre 345 posts de perfis políticos analisados, 66% das publicações e 70% das interações foram atribuídas à esquerda. Perfis classificados como extrema-direita responderam por 33% das publicações e 30% das interações, enquanto a imprensa representou 1% das publicações monitoradas.

O estudo também evidencia que a discussão envolveu questões de censura, retirada de conteúdos e liberdade de expressão, revelando um cenário em que religião, política e redes sociais se entrelaçam em ano eleitoral.

Resumo jornalístico: Relatório de monitoramento aponta quatro clusters de mobilização online. O maior grupo, TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA, respondeu por 53% das publicações e 47% das interações, com 80% da produção vinda de perfis classificados como de esquerda. Outros temas relevantes: MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007 (17% das publicações, 33% das interações), FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO (20% das publicações, 96% de perfis de extrema-direita) e memórias ligadas a episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022 (11% das publicações, 4% das interações).

Foi divulgado um levantamento de monitoramento de redes sociais que identifica quatro clusters de mobilização online. O material não especifica, no trecho disponível, onde ou quando as ações ocorreram, nem quem conduziu a atividade; a análise foca apenas na distribuição de publicações e interações por tema.

O principal cluster identificado é o TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA, que concentrou 53% das publicações e 47% das interações. Segundo o relatório, 80% da produção desse grupo teve origem em perfis classificados como de esquerda.

Outro tema de destaque foi a MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007, respondendo por 17% das publicações e 33% das interações. A análise remete ao Projeto de Lei 2.623/2007, do deputado Vic­tório Galli, e sua relação com o governo anterior.

O cluster FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO abrangeu 20% das publicações, com predomínio de perfis que, segundo a análise, são de extrema-direita em 96% dos casos. A GloboNews foi citada como elemento de correção para fundamentar críticas à notícia original, sendo mencionada entre as datas de quinta (24) e sexta (25).

Por fim, houve registro de memórias associadas a episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a imagem de Nossa Senhora Aparecida em 2022, que corresponderam a 11% das publicações e 4% das interações.

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